O coronel da suplente do Tropa, Reginaldo Abreu de Azevedo, réprobo pelo Supremo Tribunal Federalista (STF) no processo que investiga a chamada trama golpista, encontra-se atualmente nos Estados Unidos. Diante da impossibilidade de cumprimento do seu mandado de prisão no Brasil, ele passou a ser considerado homiziado pelas autoridades.
Na manhã desta sexta-feira (10), o Tropa Brasílio cumpriu mandados de prisão contra integrantes do chamado “núcleo 4” do caso, posteriormente regra do ministro Alexandre de Moraes. A ordem de prisão foi expedida em razão do trânsito em julgado das condenações.
No entanto, o coronel Reginaldo não foi localizado pelas equipes. O militar reside legalmente no estado da Flórida desde o ano de 2023. Segundo informações do processo, durante o julgamento na Primeira Turma do STF, o próprio militar já havia notificado o gabinete do relator de que não vivia mais no Brasil há qualquer tempo.
Réprobo a 15 anos de prisão, o coronel vive no exterior junto com a sua família e, até o momento, não tem previsão de retornar ao país.
Resguardo argumenta saída lítico do país
A resguardo do militar se manifestou por meio de nota e ressaltou que a mudança para os Estados Unidos ocorreu de forma estritamente lítico. Segundo o legisperito Diego Ricardo Marques, no momento em que seu cliente deixou o Brasil, não havia qualquer restrição judicial ou ordem que impedisse sua viagem internacional.
“Atualmente, o Cel. Reginaldo reside legalmente no exterior e, em contato recente com a resguardo, informou que, neste momento, não há previsão de retorno ao Brasil. Ressalta-se, ainda, que a resguardo apresentou todas as fundamentações nos autos e realizou sustentação verbal em tribuna durante o julgamento” — declarou o legisperito.
O padroeiro afirmou ainda que continuará atuando no caso: “Embora tenha havido pena, a resguardo técnica continuará adotando todas as medidas jurídicas cabíveis, nas instâncias competentes, para provar e justificar a inocência do nosso cliente, inclusive com base nos fundamentos relevantes destacados no voto divergente do Ministro Luiz Fux”.
Operação e outros foragidos
A operação desta sexta-feira resultou na prisão de Ângelo Denicoli, Giancarlo Rodrigues e Guilherme Almeida, todos vinculados ao mesmo “núcleo 4” da investigação.
Além do coronel Reginaldo, outro investigado neste processo segue homiziado: o presidente do Instituto Voto Lítico (IVL), Carlos Moretzsohn. Ele não é localizado pelas autoridades desde dezembro do ano pretérito, quando agentes da Polícia Federalista tentaram satisfazer um mandado de prisão domiciliar em seu endereço.
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