Deputado critica proposta em tramitação e promete tentar barrá-la na Câmara
O deputado federalista Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta sexta-feira (3) que o jogador Neymar poderia ser recluso caso o Projeto de Lei nº 896/2023, que trata da criminalização da misoginia, já estivesse em vigor.
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou a proposta uma vez que “anomalia” e disse que atuará para impedir sua aprovação na Câmara dos Deputados do Brasil.
“ Se a lei da misoginia for aprovada, casos uma vez que esse levariam Neymar para a masmorra. Foi uma vez que eu disse, essa lei é uma anomalia. Derrubaremos isso na Câmara’– escreveu Nikolas.
Enunciação de Neymar gerou repercussão
A fala citada pelo deputado ocorreu em seguida a vitória do Santos Futebol Clube sobre o Clube do Remo por 2 a 0, pela 9ª rodada do Campeonato Brasílico.
Ao criticar a arbitragem, Neymar comentou sobre o perito Sávio Pereira Sampaio:
“É injusto. Sofri uma ingressão desleal, final do jogo, sem urgência. Não foi a primeira, foi a terceira ou quarta. Fui reclamar e tomei o amarelo. Sávio é assim, acordou meio de chico e veio assim para o jogo. Quer ser a figura do jogo, falta de reverência muito grande com os jogadores, não quer papo, não quer conversa, é um rosto quem manda de jogo, quer comandar tudo, vai reclamar, é futebol”.
A frase utilizada pelo jogador gerou debate por ser interpretada uma vez que referência à mênstruo.
Situação disciplinar do jogador
Durante a partida, Neymar recebeu cartão amarelo e, por isso, está suspenso do próximo jogo do Santos, contra o Clube de Regatas do Flamengo, marcado para domingo (5), no Maracanã.
Até o momento, não há denúncia formal contra o desportista no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em relação à enunciação.
Projeto de lei segue em tramitação
O caso reacendeu discussões sobre o Projeto de Lei nº 896/2023, revalidado pelo Senado em 24 de março e atualmente em estudo na Câmara.
O texto define misoginia uma vez que “a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres” e estabelece pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa.
A proposta é de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) e tem uma vez que relatora a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).
Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser revalidado pelos deputados federais e posteriormente sancionado pelo presidente da República.
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