Deputado pressiona por estudo de veto e reclama de lentidão na CPMI do Banco Master
O deputado federalista Nikolas Ferreira (PL-MG) fez críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ao cobrar a votação do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria. A revelação ocorreu em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira, 2.
Segundo o parlamentar, apesar de ter buscado diálogo com Alcolumbre, ainda não há previsão para que o tema seja incluído na tarifa do Congresso Vernáculo.
Cobrança por sessão do Congresso
No vídeo, Nikolas defendeu que a solução depende de uma medida direta do presidente do Senado: convocar uma sessão conjunta para explorar o veto.
“E neste momento esse gesto depende de uma decisão muito simples, convocar a sessão do Congresso Vernáculo para votar o veto do PL da Dosimetria”, disse Nikolas. “O Parlamento fez a sua secção. O projeto foi reconhecido nas duas casas. Na Câmara teve 291 votos favoráveis. No Senado 48 votos em prol. Ou seja, não foi renitência de um grupo, não foi tarifa isolada, foi uma revelação clara do Parlamento brasiliano.”
O projeto mencionado trata da dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e procura suavizar as punições.
Críticas à lentidão e questionamentos
O deputado argumentou que, posteriormente o veto integral do presidente Lula, caberia ao Congresso deliberar sobre sua manutenção ou derrubada. Para ele, a lentidão levanta questionamentos.
“Portanto, a pergunta é inevitável”, observou. “Porquê um ponto dessa sisudez de gente sofrendo, com pressão popular, com base parlamentar já demonstrado, fica parado na mão de uma pessoa só?.”
Nikolas também criticou o governo federalista ao comentar a decisão de vetar o projeto.
“O governo Lula, que se vendeu uma vez que silêncio e paixão, esperança, união, vetou o projeto que poderia ajudar na pacificação pátrio, reduzir os excessos, emendar distorções e reduzir o sofrimento sem acirrar ainda mais os ânimos no país”, destacou o parlamentar mineiro. “Se há um veto que merece prioridade absoluta, é o veto do PL da Dosimetria. Não por conveniência partidária, não por eleições, mas por uma razão humana.”
Senadores apontam falta de progressão
Senadores do Partido Liberal, responsáveis pela pronunciação do projeto, afirmaram que não enxergam disposição de Alcolumbre para levar o tema à votação. Segundo relatos, eles também não têm recebido atualizações sobre o curso da tarifa.
CPMI do Banco Master entra no debate
Nikolas Ferreira também associou a lentidão à verosímil instalação de uma Percentagem Parlamentar Mista de Interrogatório (CPMI) sobre o Banco Master. De contrato com ele, a convocação de uma sessão do Congresso permitiria a leitura do requerimento necessário para gerar a percentagem — lanço que, segundo o deputado, tem sido evitada.
“Na verdade, o que se diz nos corredores de Brasília é que existe um terror enorme de furar essa CPMI. E justamente por isso a sessão do Congresso não sai, a dosimetria não anda”, afirmou. “E eu te pergunto, por que por que não investigar? Por que não ir detrás dos culpados? Por que não furar uma percentagem para investigar um caso que já causou prejuízos bilionários?”
Acusações e tom de cobrança
O deputado também acusou Alcolumbre de proteger autoridades em vez de priorizar a população, citando o ministro do Supremo Tribunal Federalista Alexandre de Moraes.
“Isso enfraquece a representatividade das pessoas”, afirmou. “Porque quem recebeu voto foi o deputado e senador e porque ele se curva a outro poder que não sequer teve um voto.”
Ao final, Nikolas elevou o tom das críticas e direcionou um recado ao presidente do Senado.
“E se a preterição continuar, o Brasil saberá quem você é. E eu te garanto. Suas dancinhas vão findar porque o povo não vai tolerar um covarde no meio de nós em silêncio”, prosseguiu. “E isso não é uma ameaço, é o meu trabalho. O que vai suceder daqui para frente está em suas mãos. Faça a sua escolha.”
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