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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro declarou que aguarda uma eventual notificação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), posteriormente a sinceridade de uma apuração envolvendo um vídeo que teria sido enviado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O teor foi gravado durante a Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC), realizada nos Estados Unidos.
A investigação foi iniciada por lei de Moraes e envolve a suspeita de que o material tenha sido compartilhado com Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar e está impedido de acessar redes sociais. Nesse contexto, Eduardo Bolsonaro afirmou estar disposto a responder formalmente às acusações, desde que seja acionado pelos meios legais.
Em tom crítico, o ex-parlamentar questionou a transporte do processo e lançou um repto direto ao magistrado:
“Se Alexandre de Moraes tiver coragem de mandar uma missiva rogatória para eu responder a esses factoides que ele faz sobre mim, essas investigações onde ele é investigador, o julgador e o arguidor… Moraes, eu te repto: mande uma missiva rogatória para mim cá nos Estados Unidos que eu te respondo ainda fazendo uma transmissão ao vivo”.
Durante entrevista, Eduardo Bolsonaro também alegou que a apuração teria caráter intimidatório. Segundo ele, a iniciativa do ministro não teria base concreta e seria motivada por perseguição pessoal.
“Esse vídeo está gravado no meu celular. O Alexandre de Moraes é maluco. Ele tem um fetiche comigo. Eu acho que ele deve sonhar comigo, por isso que ele fica tentando fazer essas ordens. Ele na verdade tenta me intimidar”, afirmou.
Ao confrontar situações semelhantes, o ex-deputado citou um incidente envolvendo seu irmão:
“O Flávio Bolsonaro gravou um vídeo, postou nas suas redes sociais, disse que em qualquer momento mostraria para o Jair Bolsonaro e não teve problema nenhum. Por que, quando eu faço, vira problema? Porque ele quer pegar uma base de pessoas que não acompanham a política ou que sejam mais ignorantes, para encontrar que o Eduardo Bolsonaro está dando dor de cabeça ao Jair Bolsonaro, ou seja, ele quer me emudecer”.
Outro ponto levantado por Eduardo Bolsonaro diz saudação ao suposto chegada a seus dados pessoais. Ele acusou Moraes de solicitar informações a plataformas digitais, mencionando um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos uma vez que base para a sátira.
Reforçando sua posição, o ex-deputado voltou a cobrar uma ação direta do ministro:
“Eu quero que Alexandre de Moraes me intime. Eu quero que ele pare de permanecer pedindo às plataformas, utilizando meios ilícitos para pegar meus dados pessoais, uma vez que explanou agora esse relatório da CCJ americana, onde ele pede às plataformas de redes sociais dados pessoais meus”.
Na sequência, ele questionou quais informações estariam sendo buscadas pelas autoridades e levantou hipóteses sobre possíveis medidas que poderiam ser adotadas caso estivesse no Brasil.
“Eu é que tenho que perguntar para o Moraes. Eu é que tenho que saber: Moraes, quais dados pessoais meus você está querendo saber? Você está tentando entrar no meu celular? Se eu estivesse no Brasil, ele já tinha mandado a Polícia Federalista ir lá em moradia, mesmo eu sendo singelo, um deputado, fazer o chamado ‘fishing expedition’, em que ele pega o seu celular, tenta entrar no seu WhatsApp, nas suas redes sociais, para ver se tem qualquer tipo de transgressão e depois fica vazando a conta-gotas para a prensa para tentar te desgastar politicamente”, disse Eduardo Bolsonaro.
Por Jornal da Cidade Online
02/04/2026 às 17:32- Em- Recta e Justiça









