ONG ofídio apuração de denúncias e questiona exiguidade de medidas por segmento da Procuradoria-Universal da República
A organização Transparência Internacional cobrou publicamente uma posição da Procuradoria-Universal da República sobre denúncias envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federalista, Alexandre de Moraes, e sua suposta relação com o Banco Master.
A sintoma ocorreu por meio de publicação na rede social X, na qual a entidade questiona a exiguidade de investigação formal diante das informações divulgadas pela prensa.
ONG reúne suspeitas e ofídio providências
Na postagem, a Transparência Internacional listou uma série de fatos que, segundo a organização, justificariam uma apuração por segmento das autoridades.
“A prensa investigou que a mulher de Moraes tinha contrato com o Master com valor muito supra de mercado, que teve aumento patrimonial de 232% em um ano, que Moraes frequentou a mansão de Vorcaro, que trocava mensagens com Vorcaro inclusive no dia da prisão, que teve reuniões com o presidente do Banco Médio, que a família Moraes voava em aviões de Vorcaro”, escreveu a ONG. “O que a Procuradoria-Universal da República investigou?”
Viagens e relação com empresário
Entre os pontos citados está a revelação de que Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci, teriam realizado ao menos oito viagens em aeronaves associadas ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo com base em documentos oficiais. Em resposta, Moraes negou qualquer uso de aviões ligados ao empresário.
Contrato milionário levanta questionamentos
Outro foco das críticas é o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci. O concórdia previa o pagamento de aproximadamente R$ 129 milhões ao longo de três anos — valor considerado saliente para padrões do mercado jurídico.
Segundo a resguardo, o contrato envolvia consultoria jurídica e atuação em processos estratégicos entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.
De concórdia com a própria advogada, os serviços incluíram reuniões, emissão de pareceres e revisão de documentos relacionados a governança, compliance, contratos, relações trabalhistas, proteção de dados e regulação financeira.
Suspeitas sobre prestação de serviços
Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo apontou que metadados de arquivos atribuídos ao escritório indicariam que segmento dos documentos teria sido produzida por funcionários do próprio banco.
Diante disso, surgiram suspeitas de que o contrato poderia ter servido, na prática, uma vez que forma indireta de remuneração por atuação em obséquio da instituição junto a órgãos reguladores.
Alexandre de Moraes voou em aviões de empresa de Vorcaro, indicam documentos. OUTRO LADO: Escritório Barci de Moraes contrata diversos serviços de taxi leviano, entre eles a Prime Aviation.
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📷 Evaristo Sa – 29.set.25/AFP pic.twitter.com/i3s8W1Yyzz
— Folha de S.Paulo (@folha) March 31, 2026
Contatos e interlocução com autoridades
A prensa também relatou que Moraes teria mantido contato com autoridades e com o próprio Vorcaro. Entre os episódios citados está uma relação ao presidente do Banco Médio, Gabriel Galípolo, para tratar de assuntos relacionados ao banco.
Há ainda relatos de encontros entre o ministro e o empresário em Brasília, além da troca de mensagens por aplicativo.
Segundo essas informações, Moraes teria utilizado um método incomum de informação, enviando imagens de mensagens em visualização única para evitar identificação direta.
No dia da prisão de Vorcaro, em novembro de 2025, o empresário teria enviado mensagem ao ministro, e não à advogada Viviane Barci.
Pouquidade de investigação formal
Apesar da repercussão e da quantidade de alegações, até o momento a Procuradoria-Universal da República não instaurou interrogatório para apurar a conduta de Alexandre de Moraes em relação ao Banco Master ou a Daniel Vorcaro.
A cobrança da Transparência Internacional reforça a pressão por esclarecimentos institucionais diante das denúncias.
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