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Lula entra em alerta e liga para Colômbia e México em seguida pressão dos EUA sobre PCC e CV
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou contatos diplomáticos com líderes da América Latina em meio à preocupação do Palácio do Planalto com o debate nos Estados Unidos sobre eventual enquadramento do PCC e do Comando Vermelho uma vez que organizações terroristas estrangeiras. Nesta quarta-feira, Lula falou por telefone com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Dias antes, também conversou com a presidente do México, Claudia Sheinbaum.
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Segundo o governo brasílico, a conversa com Petro tratou do combate ao transgressão organizado na região. O telefonema ocorreu no Palácio da Alvorada e contou com a presença do assessor próprio da Presidência, Celso Amorim. Em seguida o contato, o Planalto também confirmou a participação de Lula na cúpula da Celac, marcada para 21 de março, em Bogotá.
A movimentação diplomática ocorre num momento sensível para o governo. Nos bastidores, auxiliares de Lula avaliam que uma eventual classificação de facções brasileiras uma vez que organizações terroristas ampliaria a pressão externa sobre o Brasil e abriria espaço para medidas mais duras por segmento de Washington. A leitura no Planalto é que o tema envolve não unicamente segurança pública, mas também soberania e política externa.
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Na segunda-feira, Lula já havia falado com Claudia Sheinbaum, presidente de um país que convive há décadas com a violência dos cartéis e com o peso geopolítico das decisões americanas sobre transgressão transnacional. A aproximação com México e Colômbia indica que o governo brasílico procura escora regional para enfrentar um debate que pode lucrar tração na relação bilateral com os EUA.
O Itamaraty também entrou em campo. Em conversa com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o chanceler Mauro Vieira pediu cautela ao governo americano e defendeu que Washington aguarde uma reunião entre Lula e Donald Trump antes de seguir no tema. A estratégia brasileira é apresentar ações de combate ao transgressão organizado e tentar evitar que PCC e CV sejam inseridos na mesma lógica aplicada pelos EUA a cartéis e grupos armados estrangeiros.
O receio do Planalto ganhou força em seguida decisões recentes da Vivenda Branca. Em janeiro de 2025, Trump assinou uma ordem executiva para iniciar o processo de classificação de cartéis e outros grupos uma vez que organizações terroristas estrangeiras. Em fevereiro do mesmo ano, o Departamento de Estado oficializou a designação de oito organizações, entre elas o Tren de Aragua, a MS-13 e seis cartéis mexicanos.
Esse precedente elevou a preocupação do governo brasílico. Embora o debate sobre o enquadramento de facções uma vez que terrorismo não seja novo em Washington, a política adotada por Trump mostrou que a Vivenda Branca está disposta a ampliar o uso desse instrumento jurídico contra organizações criminosas transnacionais.
O que os EUA exigem para qualificar um grupo uma vez que organização terrorista
De congraçamento com o Departamento de Estado, a designação de uma organização uma vez que Foreign Terrorist Organization exige três critérios centrais: o grupo deve ser estrangeiro, precisa estar envolvido em atividade terrorista ou ter capacidade e intenção de praticá-la, e deve simbolizar ameaço à segurança de cidadãos americanos ou à segurança pátrio dos Estados Unidos.
Na prática, a classificação produz efeitos amplos. Passa a ser transgressão nos EUA oferecer escora material ao grupo, incluindo recursos, serviços, treinamento ou logística. Ou por outra, ativos podem ser bloqueados, transações financeiras podem ser proibidas, e integrantes ou associados ficam sujeitos a restrições migratórias, uma vez que negativa de visto e deportação.
O peso político da medida também é relevante. A designação aumenta o isolamento internacional da organização e fortalece mecanismos de sanção econômica e cooperação policial. É justamente esse alcance que preocupa o governo brasílico neste momento.
Planalto tenta lucrar tempo antes de encontro entre Lula e Trump
O governo brasílico trabalha para incluir o tema numa futura reunião entre Lula e Trump na Vivenda Branca. A teoria é usar o encontro para sustentar que o Brasil combate facções criminosas dentro do marco lícito interno e que a equiparação automática entre transgressão organizado e terrorismo pode gerar efeitos diplomáticos e jurídicos mais amplos do que o governo está disposto a concordar.
A ofensiva diplomática de Lula com Colômbia e México mostra que o Planalto tenta edificar uma frente regional antes que o debate avance em Washington. Ao mesmo tempo, o incidente reforça a pressão sobre o governo, que agora precisa provar resultados concretos no enfrentamento ao transgressão organizado enquanto tenta sustar o desgaste político e internacional provocado pelo tema.
News atual+IA: Teor produzido com auxílio de perceptibilidade sintético e supervisão humana.
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