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Os senadores Magno Mamparra e Eduardo Girão enviaram ofícios a governos estaduais solicitando que autoridades de segurança analisem a possibilidade de oferecer proteção a jornalistas, comunicadores e agentes públicos que têm se manifestado sobre as investigações envolvendo o Banco Master. O pedido foi motivado pela repercussão recente do caso e por informações surgidas durante as apurações.
Entre os profissionais citados nos documentos enviados pelos parlamentares estão os jornalistas Malu Gaspar e Lauro Jardim, ambos colunistas do jornal O Mundo, além do vereador Rony Gabriel. Os três têm escoltado e comentado publicamente os desdobramentos das investigações relacionadas ao banco.
A preocupação dos senadores aumentou em seguida surgirem relatos em investigações indicando que o empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira, teria discutido em mensagens a possibilidade de intimidar o jornalista Lauro Jardim por meio de um assalto simulado, com o objetivo de silenciar reportagens sobre o caso.
Diante da seriedade dessas informações, os parlamentares avaliaram que outros profissionais que acompanham o tema também poderiam estar sujeitos a riscos. Nesse contexto, os senadores destacaram a premência de atenção das autoridades de segurança pública para jornalistas que investigam o caso com frequência.
Em outro documento guiado ao governo de São Paulo, os senadores também pediram avaliação de medidas de proteção para a jornalista Juliana Moreira Leite. Segundo relatos citados nos ofícios, ela teria sido procurada por pessoas ligadas ao entorno de Vorcaro para participar de iniciativas de informação relacionadas ao debate público sobre o Banco Master.
No caso de influenciadores digitais, os comunicadores Julie e Rony relataram ter recebido propostas de pagamento para publicar conteúdos com críticas ao Banco Médio, o que levantou questionamentos sobre possíveis tentativas de influenciar o debate público sobre a situação da instituição financeira.
Segundo os senadores Magno Mamparra e Eduardo Girão, as solicitações têm caráter preventivo, com o objetivo de prometer a segurança de jornalistas, comunicadores e representantes públicos que atuam na divulgação e estudo das investigações. Para os parlamentares, a proteção dessas pessoas é importante para certificar liberdade de atuação profissional e transparência no debate público.







