Revista britânica cita Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em reportagem sobre caso Banco Master
A revista britânica The Economist publicou nesta terça-feira (24) reportagem em que afirma que o Supremo Tribunal Federalista (STF) brasílico está envolvido em um “enorme escândalo”.
O texto aborda as investigações sobre fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e menciona ligações do banqueiro Daniel Vorcaro com ministros da Golpe.
“Mesmo defendendo a democracia, o tribunal tem se mostrado mais intransigente, por vezes interpretando críticas a seus membros porquê um ataque à própria democracia” – afirma a revista.
Ligações com o Banco Master
A publicação destaca as conexões de dois ministros do STF com o Banco Master: Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
–“Os problemas começaram desde o início” – afirma a revista.
Segundo a reportagem, Toffoli, que inicialmente foi eleito relator da investigação do banco no Supremo, viajou em jatinho privado com o jurisconsulto Augusto Arruda Botelho, que presta serviços a integrantes ligados ao banco.
O texto também menciona que Toffoli é sócio anônimo da empresa Maridt, administrada por dois de seus irmãos, que tinha participação em dois resorts da rede Tayayá, no Paraná.
A empresa vendeu sua participação a um fundo de investimento que tinha porquê acionista o pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro. Posteriormente a divulgação dessas conexões, Toffoli deixou a relatoria do questionário que apura as irregularidades do Master no STF.
Contrato do escritório de Viviane Barci
A reportagem cita ainda que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, foi contratado para prestar serviços ao Banco Master.
O contrato previa pagamentos mensais de tapume de R$ 3,6 milhões durante 36 meses, podendo totalizar até R$ 129 milhões em três anos.
O STF abriu investigação para apurar possíveis irregularidades e vazamentos de dados da Receita Federalista envolvendo ministros da Golpe e seus familiares. Em nota, o Supremo informou que a apuração foi instaurada porquê desdobramento do questionário das fake news, relatado por Moraes.
“Alguns membros do tribunal parecem confiar que têm um problema, pelo menos com a percepção pública” – afirma o texto da revista.
Código de conduta e reação dos ministros
A publicação também observa que o cenário político pode lucrar novos contornos com o progressão de candidaturas de direita ao Congresso Vernáculo, segmento das quais defende a preâmbulo de processos de impeachment contra ministros do STF.
Em meio à repercussão, o presidente do Supremo, Edson Fachin, propôs a geração de um código de conduta para os membros da Golpe. Em entrevista ao Estadão, o ministro afirmou que a medida seria uma “medida de resguardo” da instituição.
“Os senhores Toffoli e Moraes reagiram imediatamente. Ambos afirmam nunca terem julgado um caso com conflito de interesses e que a adoção de um código de moral é desnecessária. Independentemente de suas crenças, seus inimigos no Congresso estão de olho” – afirma a The Economist, ao mencionar declarações feitas pelos ministros em sessão do tribunal.
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