Revelação marcada para 1º de março pede impeachment de Moraes e Toffoli e redução de penas do 8 de janeiro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que participará da revelação marcada para o dia 1º de março, na Avenida Paulista, em São Paulo. Pré-candidato à Presidência, ele confirmou à prensa, nesta quarta-feira, 18, que já havia sentenciado comparecer ao ato há alguns dias.
O protesto ocorre em meio à repercussão do caso envolvendo o Banco Master e reúne pautas que atingem integrantes dos três Poderes. Entre as reivindicações estão o impeachment dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), além da saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também está na agenda do movimento o pedido de subtracção das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Convocação partiu de Nikolas Ferreira
A mobilização foi convocada pelo deputado federalista Nikolas Ferreira (PL-MG). Em 13 de fevereiro, um dia depois Toffoli deixar a relatoria do processo relacionado ao Banco Master, o parlamentar publicou um vídeo nas redes sociais chamando apoiadores para o protesto.
“Se você é brasiliano, esse vídeo só tem uma pergunta para você”, afirmou Nikolas em publicação no Instagram. “Qual escândalo precisa suceder para que você diga ‘chega’? Porque é inacreditável o limite que o brasiliano aguenta de impunidade.”
Horas antes da confirmação de Flávio, o governador de Minas Gerais e também pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), anunciou que estará na Paulista. “Uma vez que não tenho rabo recluso, posso declarar com todas as letras: é inadmissível o que o STF está fazendo com o Brasil”, escreveu na plataforma X.
Críticas anteriores a Lula e ministros
Flávio Bolsonaro já vinha direcionando críticas a Lula e a ministros do STF. Nesta semana, por exemplo, informou que pretende recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral contra o desfile da Acadêmicos de Niterói realizado no domingo, 15, na Marquês de Sapucaí.
Segundo o senador, o enredo devotado a Lula teria extrapolado o campo artístico e configurado promoção política com uso de recursos públicos, inclusive com ataques a Bolsonaro e à “instituição família”. A equipe jurídica do parlamentar prepara a representação para protocolar nos próximos dias.
Em relação a Moraes, Flávio afirmou, em 1º de janeiro, que o ministro teria praticado tortura ao negar pedido de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente.
“O laudo médico é simples em mostrar que Bolsonaro precisa de cuidados permanentes, que não podem ser garantidos numa prisão”, declarou. “Existe até risco de AVC, em razão das complicações de saúde.”
Pedido de impeachment contra Toffoli
Também em janeiro, Flávio assinou um pedido de impeachment contra Dias Toffoli. O documento foi protocolado no Senado com base dos senadores Magno Mamparra (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF).
Pela Constituição, cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade, conforme previsto na Lei nº 1.079/1950. O pedido passa por etapas internas na Vivenda e, caso avance até julgamento, exige o base de dois terços dos senadores para eventual pena. Atualmente, o Senado é presidido por Davi Alcolumbre (União-AP).
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