Reitoria confirma desligamento de Alysson Mascaro e ratifica deliberação da Faculdade de Recta
A Universidade de São Paulo (USP) tornou pública, nesta quarta-feira, 11, a exoneração do professor Alysson Mascaro. O ato foi oficializado por meio de publicação no Quotidiano Solene do Estado e consolida o desligamento do docente da Faculdade de Recta. A medida foi tomada posteriormente denúncias de assédio e desfeita sexual envolvendo o professor.
A decisão da reitoria confirma o resultado da votação realizada em câmara pela própria Faculdade de Recta, que já havia deliberado, em dezembro, pela saída de Mascaro. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo.
Processo administrativo durou quase um ano
O fechamento do vínculo entre o docente e a universidade ocorreu depois de uma apuração interna que se estendeu por quase doze meses. O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado pela Faculdade de Recta em 12 de fevereiro de 2025, logo posteriormente o recebimento das primeiras denúncias.
De concórdia com a Folha de S. Paulo, os relatos indicam que o professor atraía supostas vítimas até seu apartamento sob a justificativa de oferecer orientação acadêmica. A partir dessas acusações, a universidade iniciou a investigação formal.
O relatório final do processo concluiu pela existência de materialidade nas denúncias apresentadas. Paralelamente à apuração interna, o caso também passou a ser investigado pela polícia, por solicitação do Ministério Público.
Detalhes das acusações
Os relatos encaminhados à universidade descrevem episódios de filtração durante encontros privados. Uma das denunciantes afirmou que o professor a obrigou a permanecer de cueca e abraçá-lo, alegando que o gesto representaria a relação entre filósofos e discípulos na Grécia Antiga.
As denúncias foram consideradas consistentes ao final do processo administrativo, o que fundamentou a decisão de desligamento confirmada pela reitoria.
Resguardo contesta decisão da USP
Alysson Mascaro integra o quadro da Universidade de São Paulo desde 2006, quando ingressou uma vez que professor associado. Ele é responsável de extensa produção acadêmica fundamentada no pensamento marxista.
Durante todo o processo, o docente negou as acusações. Segundo ele, as denúncias fazem secção de uma perseguição cibernética iniciada em 2023. Para sustentar sua versão, o agora ex-professor lançou recentemente um livro sobre cancelamento do dedo.
Os advogados de Mascaro reagiram à oficialização da exoneração com críticas à transporte do procedimento. A resguardo afirma que a universidade desrespeitou o devido processo lítico e classifica a investigação uma vez que um procedimento de “cartas marcadas”. Segundo os representantes do professor, houve irregularidades na tramitação, incluindo carência de descrição adequada dos fatos e falhas na notificação do docente.
Veja também
devido processo lítico,Grécia,São Paulo
https://www.contrafatos.com.br/usp-demite-professor-marxista-acusado-de-assedio-apos-decisao-administrativa//Manadeira/Créditos -> INFOMONEY








