Corporação evita confirmar se material apreendido já foi analisado por especialistas
A Polícia Federalista (PF) segue sem esclarecer se os peritos da corporação tiveram chegada efetivo às provas recolhidas na segunda tempo da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Mesmo depois questionamentos diretos, representantes da instituição evitam declarar de forma categórica se o material apreendido já passou por estudo técnica.
Nos bastidores da corporação, a indefinição persiste. Procurada, a assessoria de prelo da PF também não forneceu informações objetivas. Em duas respostas enviadas ao jornal Folha de S.Paulo, limitou-se a expor: “Não temos essa informação”, sem detalhar se celulares, computadores e documentos já foram examinados pelos peritos oficiais.
Declarações públicas entram em incongruência
Apesar do silêncio institucional, o diretor-geral da Polícia Federalista, Andrei Rodrigues, afirmou na semana passada que os peritos já tiveram contato com os materiais apreendidos na investigação. A enunciação foi feita durante uma entrevista coletiva, quando ele sustentou que o interrogatório transcorre em “absoluta regularidade”, ao responder perguntas de jornalistas em um evento realizado em Brasília.
As falas, no entanto, contrastam com relatos internos. Segundo um investigador próximo à operação, um dos peritos designados teria informado que as provas ainda não estavam sob sua guarda, o que alimenta dúvidas sobre o efetivo chegada ao teor apreendido.
Nomeação de peritos ocorre depois decisões controversas
A designação dos quatro peritos foi feita pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federalista (STF), relator do caso Master. A nomeação ocorreu depois de decisões divergentes sobre o direcção das provas coletadas na operação.
Inicialmente, Toffoli determinou que todo o material fosse lacrado e mantido no STF, em vez de permanecer sob custódia da Polícia Federalista, procedimento considerado padrão em investigações criminais. A medida gerou reação imediata.
PGR contesta e provas mudam de direcção
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, discordou da decisão e solicitou que o ministro reconsiderasse. Depois a repercussão do caso, ainda no mesmo dia, Toffoli determinou que as provas fossem encaminhadas à Procuradoria-Universal da República (PGR).
A mudança provocou revelação pública da Associação Vernáculo dos Peritos Criminais Federais (APCF), que demonstrou preocupação com os impactos institucionais da decisão e com a preservação da masmorra de custódia das evidências.
Peritos alertam para risco de nulidade
Dois peritos, sob exigência de anonimato, relataram à Folha receios de que a atuação do ministro possa comprometer a validade das provas reunidas. Segundo eles, a manutenção do material na PGR pode terebrar espaço para questionamentos jurídicos por secção das defesas.
A preocupação mediano é que advogados dos investigados aleguem nulidade processual, uma vez que a produção e a guarda das provas não seriam atribuições de um órgão arguidor, uma vez que o Ministério Público Federalista, mas sim da Polícia Federalista.
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