O presidente do Supremo Tribunal Federalista (STF), Edson Fachin, marcou seu retorno às atividades nesta segunda-feira com um exposição que, embora não citasse nomes, foi interpretado nos bastidores uma vez que um recado direto e duríssimo ao ministro Dias Toffoli. Fachin, que interrompeu o recesso diante da sisudez da crise, afirmou que a Golpe “não pode ser refém de interesses inconfessáveis” e que decisões monocráticas não devem se sobrepor à colegialidade, numa clara menção às canetadas de Toffoli no caso Banco Master.
O “Elefante na Sala”
Durante sua fala de buraco, Fachin destacou que a credibilidade do Judiciário depende da transparência e que “sombras de incerteza” sobre a conduta de magistrados corroem a democracia. Fontes ligadas à presidência do STF confirmam que a menção à “urgência de rigor em processos que envolvem o sistema financeiro” foi uma referência velada, mas inequívoca, ao escândalo do Banco Master, que tem drenado a reputação do tribunal.
Clima de Guerra
A postura “pé na porta” de Fachin sinaliza o término da cordialidade entre os ministros. Ao referir a preço de “não se deixar contaminar por relações externas”, o presidente do STF tocou na ferida exposta pelas revelações de que Toffoli manteve contatos impróprios e direcionou depoimentos para proporcionar investigados. A expectativa agora é se Fachin terá força política para pautar a revisão das decisões de Toffoli ou se a guerra interna somente acelerará a desmoralização da Golpe.
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