Montagem feita com perceptibilidade sintético foi apagada posteriormente críticas e segue circulando nas redes
Uma publicação do deputado federalista Rogério Correia gerou potente repercussão negativa nas redes sociais posteriormente a divulgação de uma imagem falsa criada por perceptibilidade sintético. A montagem associava o ex-presidente Jair Bolsonaro, o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o ex-presidente do Banco Meão Roberto Campos Neto.
Mesmo posteriormente a exclusão da postagem, a imagem continuou a rodear por meio de capturas de tela. Na legenda original, Correia descreveu a montagem porquê “o retrato da roubalheira do Banco Master” e sugeriu que os envolvidos deveriam ser presos. A publicação provocou reações imediatas de jornalistas, políticos e juristas, que apontaram o caráter falso e acusatório do teor.
Introdução de interrogatório sobre fakenews, buscas e apreensões, Polícia Federalista revirando a mansão dos outros, envio de helicóptero e agentes fortemente armados para buscar um celular, cassação de procuração, prisão, ameaças institucionais democráticas e tudo que que se vê quando acusam os… pic.twitter.com/CqocBES5Tq
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) February 2, 2026
Reações políticas e críticas jurídicas
A postagem também foi objectivo de críticas vindas da oposição. O ex-vereador Carlos Bolsonaro afirmou que uma delação sem provas deveria resultar em investigação formal, com medidas porquê buscas e apreensões, nos mesmos moldes de inquéritos instaurados para apurar a disseminação de fake news.
Já o jurisconsulto Fabio Wajngarten reagiu de forma direta, atribuindo o incidente ao partido do deputado: “O PT é uma farsa”.
Lamentoso.
Vergonhoso.
O PT é uma farsa. https://t.co/9PECXlcGrW— Fabio Wajngarten (@fabiowoficial) February 2, 2026
Banco Meão descarta relação com Campos Neto
Apesar da associação sugerida na imagem divulgada por Correia, o Banco Meão informou que não há, até o momento, qualquer vestígio de irregularidade de Roberto Campos Neto na fiscalização do Banco Master durante o período em que esteve avante da instituição.
As autoridades ressaltaram que não existe prova de vínculo entre Bolsonaro ou Campos Neto e as irregularidades investigadas no banco privado.
Prisão de Vorcaro e investigações em curso
Daniel Vorcaro foi recluso no mesmo período em que foi decretada a liquidação extrajudicial do Banco Master. A instituição financeira é acusada de enunciar Cédulas de Crédito Bancário sem lastro real, prática que pode configurar fraude contra o sistema financeiro vernáculo.
Executivos do banco estão sob investigação, e um dos clientes da instituição, o Banco de Brasília, também entrou no radar das autoridades. As apurações tramitam no Supremo Tribunal Federalista, sob relatoria do ministro Dias Toffoli.
Disputa política sobre responsabilidades
Não é a primeira vez que integrantes do PT tentam relacionar o caso do Banco Master à gestão anterior do Banco Meão. Na semana anterior, o ministro da Quinta Fernando Haddad afirmou que Gabriel Galípolo, ao assumir o comando da mando monetária, identificou rapidamente a seriedade da situação e acionou o Ministério Público e a Polícia Federalista.
“Você não está falando de má gestão, você está falando de delito”, declarou Haddad. O ministro também sustentou que não houve diálogo entre o Ministério da Quinta e a gestão anterior do Banco Meão a saudação do caso.
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