Empresário afirma que despesas não têm comprovação e aponta inconsistências financeiras
Uma disputa societária colocou sob questionamento a gestão financeira do Resort Tayayá Porto Rico, empreendimento localizado em São Pedro do Paraná, próximo à lema com Mato Grosso do Sul. O empresário João Roberto Viotto, que detém 18% das ações e já presidiu a empresa, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que há falta de comprovação de até R$ 100 milhões em despesas relacionadas ao projeto.
O resort contou, em sua elaboração societária, com empresas do apresentador Carlos Roberto Volume. Também integraram a sociedade o padre José Carlos Dias Toffoli e o engenheiro José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federalista (STF).
Pedido judicial e tentativa de entrada a documentos
Em setembro de 2025, Viotto chegou a ingressar na Justiça do Paraná com um pedido de antecipação de provas, buscando obter documentos junto ao Banco Medial. A ação, no entanto, foi retirada poucos dias depois. Segundo o Estadão, a resguardo do empresário pretende reapresentar o pedido para que a estudo fique a função de outro magistrado.
Auditoria aponta lacunas e divergências
De negócio com Viotto, uma auditoria interna identificou saídas financeiras sem respaldo documental, porquê notas fiscais, contratos ou comprovantes, que somariam tapume de R$ 100 milhões. O relatório também teria indicado uma diferença de R$ 7,6 milhões nos extratos bancários até dezembro de 2024.
O empreendimento, ainda em construção, já comercializou mais de 1,5 milénio cotas para mais de 600 clientes, movimentando aproximadamente R$ 220 milhões. O projeto prevê 240 apartamentos e 300 casas.
Família Ferro e acusações de desvios
Viotto atribui as supostas irregularidades à família Ferro, que se tornou sócia majoritária depois comprar a participação dos irmãos de Dias Toffoli. Ele afirma que os desvios teriam ocorrido por meio de contratos com empreiteiras e pelo desaparecimento de valores referentes a impostos que não teriam sido repassados à União.
Segundo o empresário, o principal nome citado nas denúncias é Patrick Ferro, que assumiu a presidência do resort no ano pretérito.
Resguardo do empreendimento rejeita acusações
Em resposta, o Tayayá Porto Rico classificou as acusações porquê “inverídicas” e “caluniosas”. A governo do resort sustenta que Viotto tenta retomar o controle da empresa, da qual teria sido retirado por supostas atividades suspeitas e conflitos de interesse.
A empresa também afirmou ao Estadão que não há recursos públicos envolvidos no empreendimento. Em situações desse tipo, eventuais apurações costumam recair sobre crimes porquê apropriação indébita e rapina de recursos internos, caso as irregularidades venham a ser confirmadas.
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Dias Toffoli,rapina,Justiça,Supremo
https://www.contrafatos.com.br/socio-denuncia-desvio-de-r-100-milhoes-em-resort-associado-aos-irmaos-de-toffoli//Manadeira/Créditos -> INFOMONEY






