Ministro da Herdade culpa gestão anterior do Banco Medial e afirma que caso Master é a maior fraude bancária da história do Brasil
Caso Master é escoltado desde 2024 por órgãos do governo
O ministro da Herdade, Fernando Haddad, classificou o escândalo envolvendo o Banco Master porquê “possivelmente a maior fraude bancária da história do Brasil”. Em entrevista publicada nesta quinta-feira, 29, pelo portal Metrópoles, Haddad afirmou que o governo Lula acompanha o caso desde que ele passou a lucrar destaque nos órgãos de Estado, ainda em 2024.
O ministro responsabilizou a gestão anterior do Banco Medial (BC), sob comando de Roberto Campos Neto, pelo cenário crítico que se formou. Segundo Haddad, o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, assumiu a autonomia já consciente da sisudez da situação, herdando, segundo suas palavras, “plena consciência do tamanho do abacaxi”.
BC investiga operações e compartilha dados com PF e MP
Haddad informou que o Banco Medial instaurou processos para “transfixar a caixa-preta de todas as operações”, com coleta de provas, depoimentos e compartilhamento de informações com o Ministério Público e a Polícia Federalista.
“Ali é a maior fraude bancária, possivelmente, da história do Brasil”, declarou o ministro.
Segundo ele, as autoridades do BC foram informadas do caso desde o início da gestão de Galípolo, e a meio da crise foi pautada por critérios “técnicos”, diante da sisudez das irregularidades detectadas. “Não dá para fazer isso de maneira amadorística”, pontuou.
Críticas à gestão anterior e expectativa de responsabilizações
Haddad evitou comentar sobre a eventual preterição da gestão de Campos Neto, mas indicou que as investigações poderão responsabilizar quem for necessário, independentemente do missão ou função exercida.
“Eu não posso falar pela gestão do Roberto Campos”, disse o ministro. “As investigações vão levar a eventuais responsabilizações. E de quem quer que seja.”
Ele defendeu que todos os envolvidos que tenham agido de má-fé, sejam empresários, agentes públicos ou políticos, devem responder judicialmente.
“Quem agiu de má-fé tem que responder. Se a pessoa não cumpriu diligentemente as suas obrigações, responder”, afirmou.
Vorcaro enganou até investidores experientes, diz Haddad
Segundo Haddad, muitos fizeram negócios com Daniel Vorcaro, possuinte do Banco Master, acreditando tratar-se de um empresário promissor e confiável.
“O possuinte do Master levou muita gente no ponta também”, declarou.
Impacto fiscal e atenção do Ministério da Herdade
Haddad explicou que acompanha de perto o caso por ser presidente do Recomendação Monetário Vernáculo (CMN), e também pelos impactos fiscais potenciais. A situação envolve o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que conta com aportes de bancos públicos porquê o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federalista, o que pode gerar prejuízos ao Tesouro Vernáculo.
“Aquilo me interessava, porquê ministro da Herdade”, explicou.
Crise na CVM e envolvimento da PGR
O ministro também citou desdobramentos recentes, porquê a crise na Percentagem de Valores Mobiliários (CVM) e a saída do logo presidente da autonomia, que levou informações ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Haddad concluiu afirmando que o governo pretende levar o caso Master “às últimas consequências” e garantiu que todos os procedimentos necessários já foram adotados pelas instituições envolvidas.
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