Sindicalistas reagem à suspensão de pagamento extra e anunciam ofensiva contra medidas do governo federalista
Decisão do STF e reação sindical geram tensão entre Correios e governo federalista
A insatisfação entre os funcionários dos Correios na Bahia ganhou repercussão nesta quinta-feira (29), quando representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do estado (Sincotelba) divulgaram um vídeo com duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Mansão Social, Rui Costa, acusando ambos de “traição”.
O pavio do embate foi a decisão do governo federalista de recorrer ao Supremo Tribunal Federalista (STF) contra benefícios trabalhistas já aprovados. Segundo o Sincotelba, isso representa um ataque direto aos direitos da categoria.
STF suspende pagamento de favor de termo de ano
A polêmica se intensificou em seguida o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenar a suspensão do pagamento de um favor extra de termo de ano aos trabalhadores dos Correios, incluindo um vale-alimentação de R$ 2.500, que já havia sido sancionado anteriormente pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
O impacto financeiro da suspensão é significativo, com projeções bilionárias para a estatal. A categoria, no entanto, reagiu com indignação.
“Nós não iremos admitir o ataque que o governo Lula está fazendo aos trabalhadores”, declarou um dos representantes do sindicato. “O Rui Costa indicou o Emmanoel Rondon, presidente dos Correios, que está fazendo o que o Bolsonaro fez. Levou o caso ao STF depois de ter perdido de forma democrática no TST.”
“Esse é o primeiro sindicato a fazer isso declaradamente”, afirmou outro sindicalista. “Queremos que Lula determine ao Rui Costa que encerre esse ataque à categoria, porque haverá revide.”
Ofensiva sindical está prevista para fevereiro
No mesmo vídeo, os sindicalistas anunciaram que pretendem iniciar uma ofensiva a partir do dia 2 de fevereiro, ressaltando que a categoria está mobilizada e organizada para reagir ao impasse com o governo.
“Não aceitaremos ataques ao nosso projecto de saúde, não aceitaremos ataques a nenhum recta da classe trabalhadora baiana”, afirmou outro funcionário dos Correios.
Sindicato ignora crise financeira dos Correios
Apesar das severas críticas ao governo Lula, os sindicalistas não mencionaram o grave déficit financeiro da estatal, que tem motivado uma série de medidas de contenção.
Entre essas ações estão o fechamento de até milénio agências, venda de imóveis e a projeção de um Programa de Exoneração Voluntária (PDV) que poderá atingir até 15 milénio funcionários até 2027.
Essas medidas fazem secção do esforço da gestão atual para virar o quadro financeiro crítico da empresa.
Um levantamento de 2025 revelou um déficit estrutural anual supra de R$ 4 bilhões, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo reunido de R$ 6,057 bilhões até setembro.
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