Banco Master detém 25% da Biomm, obreiro de insulina em Minas Gerais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, em abril de 2024, da inauguração da fábrica de insulina da Biomm, localizada em Novidade Lima. A empresa tem uma vez que principal acionista o Banco Master, fundado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A informação consta em apuração do Poder360 e foi confirmada pela revista Oeste.
O Banco Master possui 25% das ações da Biomm por meio do Fundo Cartago, participação que o torna o maior acionista individual da companhia. Apesar dessa posição relevante, Daniel Vorcaro não compareceu à cerimônia de inauguração da unidade industrial em Minas Gerais.
Encontro com outros acionistas
Durante o evento, Lula manteve contato com outros acionistas da Biomm. Entre eles estavam Walfrido dos Mares Guia, detentor de 5% das ações da empresa, e Lucas Kallas, ligado à Cedro Participações, que possui 8% do capital social da companhia.
A inauguração marcou a ingresso em operação da fábrica de insulina, considerada estratégica para a produção vernáculo do medicamento, mas ganhou destaque posteriormente em razão das conexões societárias envolvendo o Banco Master.
Reunião reservada no Planalto
Meses depois a inauguração da fábrica, em dezembro de 2024, Lula se reuniu com Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto. De congraçamento com o site Metrópoles, o encontro teve duração aproximada de uma hora e meia e não constou na agenda solene da Presidência da República.
Também participaram da reunião o ex-ministro da Quinta Guido Mantega; o ministro-chefe da Morada Social, Rui Costa; o ministro de Minas e Virilidade, Alexandre Silveira; Gabriel Galípolo, portanto indicado para a presidência do Banco Meão do Brasil; e Augusto Lima, à era CEO do Master.
Pronunciação e negociações frustradas
Ainda segundo o Metrópoles, a reunião foi articulada por Guido Mantega, que mantinha um contrato de consultoria com o Banco Master no valor de R$ 1 milhão por mês. O ex-ministro atuou uma vez que consultor da instituição durante as negociações para a venda do banco ao Banco Regional de Brasília (BRB).
A operação, no entanto, acabou sendo vetada pelo Banco Meão, interrompendo a tentativa de transferência do controle do Master. Os encontros e relações empresariais envolvendo o banco e integrantes do governo federalista passaram a ser claro de maior atenção depois o progresso das investigações sobre a instituição financeira.
Veja também
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