Lindbergh Farias e Rogério Correia alegam preterição diante de alertas meteorológicos e falhas de segurança
Deputados do PT acionaram a Procuradoria-Universal da República para apurar a atuação do deputado federalista Nikolas Ferreira (PL-MG) durante a revelação realizada no último domingo (25), em Brasília. A iniciativa partiu do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, e do deputado Rogério Correia.
Na notícia de veste protocolada, os parlamentares sustentam que condutas atribuídas a Nikolas teriam exposto manifestantes a risco durante a marcha pela BR-040 em direção à capital federalista e no ato de fecho que reuniu milhares de pessoas na Terreiro do Cruzeiro.
Alerta meteorológico ignorado, dizem deputados
Um dos principais argumentos da representação diz saudação à manutenção da concentração de pessoas apesar de alertas oficiais emitidos pelo Instituto Pátrio de Meteorologia (Inmet). Segundo Lindbergh e Rogério Correia, havia um alerta laranja em vigor no dia do evento, com previsão de chuvas intensas, ventos fortes e eminente risco de descargas elétricas.
“Na data dos fatos, havia alerta laranja, com previsão expressa de chuvas intensas, ventos fortes e eminente risco de descargas elétricas, situação pública, amplamente divulgada e plenamente alcançável aos responsáveis pelo evento”, afirmaram. Mesmo assim, segundo eles, os organizadores não promoveram a dissipação do público e permitiram a permanência de estruturas metálicas improvisadas, que teriam funcionado porquê para-raios.
Denunciação de preterição depois o acidente
Os deputados também destacam que, depois o relâmpago que atingiu a região e deixou dezenas de feridos, Nikolas teria se restringido a discursos políticos e críticas a instituições, sem adotar providências de alerta, contenção ou orientação aos participantes.
Com base nesse contexto, os petistas sustentam que o parlamentar incorreu em “preterição penalmente relevante”, ao treinar liderança política sobre a mobilização sem agir para mitigar riscos previsíveis. Nikolas, por sua vez, esteve no Hospital de Base do Província Federalista (HBDF) ainda no domingo para visitar apoiadores que ficaram feridos e foram internados depois o incidente.
Para nossa alegria e tristeza de segmento da prelo, os atingidos pelo relâmpago estão muito. pic.twitter.com/UBbSxn0zfS
Questionamentos sobre a marcha na BR-040
A representação também questiona a organização da marcha pela BR-040. Segundo Lindbergh e Correia, a mobilização teria ocorrido “à margem dos protocolos mínimos de segurança exigidos para eventos em rodovias federais”, sem informação ou autorização prévia da Polícia Rodoviária Federalista, do Departamento Pátrio de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ou de outros órgãos competentes.
Eles alegam que houve ocupação da pista de rolamento, interdição parcial da via, circulação de pessoas fora do encosto e até uso irregular de aeroplano em dimensão de domínio público.
Pedidos à PGR e à PF
Ao final do documento, os parlamentares pedem a lisura de procedimento investigatório no contexto do Ministério Público Federalista, além do envio de transcrição à Polícia Federalista para apuração técnica.
Eles solicitam ainda a oitiva dos organizadores do evento, requisição de informações à PRF, ao DNIT e ao Inmet, muito porquê a coleta e preservação de registros audiovisuais e comunicações relacionadas à organização da revelação.
Segundo Lindbergh e Rogério Correia, o objetivo da iniciativa não é “criminalizar manifestações políticas”, mas apurar responsabilidades diante do que classificam porquê exposição deliberada de vidas humanas a transe em um cenário de risco previsível e oficialmente alertado.
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