Gestão ineficiente, mudanças legais e fraudes com descontos ilegais ampliam crise no atendimento previdenciário
A promessa de zerar a fileira do Instituto Pátrio do Seguro Social saiu do núcleo das prioridades do governo federalista. Desde o início do terceiro procuração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o número de brasileiros à espera de atendimento no INSS mais que triplicou, alcançando muro de 3 milhões de pedidos acumulados.
Quando Lula reassumiu o Palácio do Planalto, em janeiro de 2023, a fileira somava aproximadamente 1,2 milhão de requerimentos. Em outubro de 2025, esse passageiro já havia saltado para 2,8 milhões, evidenciando um gargalo que se agravou ao longo do atual governo.
Perícias concentram o maior estrangulamento
O ponto mais crítico da fileira está nas perícias médicas, lanço necessário para licença de benefícios previdenciários e assistenciais. Em junho de 2023, havia muro de 569 milénio pessoas aguardando avaliação médica. Em setembro, esse número já tinha mais que dobrado, chegando a 1,2 milhão.
Apesar do incremento da fileira, o governo destaca que o tempo médio universal de licença caiu para 35 dias, patamar subalterno aos 79 dias registrados no término da gestão de Jair Bolsonaro. O oferecido, porém, não impediu o aumento significativo do número totalidade de requerimentos represados.
Justificativas oficiais e mudanças na legislação
Em dezembro, o INSS atribuiu a escalada da fileira a alterações legais que ampliaram a rede de proteção social. Entre os fatores citados estão o envelhecimento da população e a adoção de um novo critério de cômputo da renda familiar para licença do Favor de Prestação Continuada (BPC).
O mercê é talhado a idosos com mais de 65 anos em situação de baixa renda e a pessoas com deficiência, o que, segundo o órgão, elevou significativamente a demanda por perícias e análises administrativas.
Nomeações políticas e fraudes contra aposentados
O cenário se deteriorou mesmo com a geração de um número recorde de cargos comissionados. Desde o início do atual procuração, o governo federalista nomeou 4.417 pessoas para funções estratégicas no INSS — o maior volume desde o retorno de Lula ao poder.
Secção desses indicados, porém, acabou presa pela Polícia Federalista, sob delação de integrar esquemas de fraude contra aposentados. As investigações apontam para descontos ilegais aplicados diretamente nos contracheques de beneficiários, sem autorização, agravando a situação de milhões de segurados.
MP investiga lentidão nas perícias
Diante do quadro, o Ministério Público Federalista abriu um interrogatório para apurar a lentidão no agendamento de perícias médicas. A investigação procura identificar falhas administrativas e eventuais responsabilidades da gestão.
À revista Veja, uma nascente ligada aos peritos criticou a meio do órgão e afirmou que a culpa pela crise não deve recair sobre os servidores da risca de frente:
“Espero que culpem os verdadeiros responsáveis — os gestores da perícia —, e não os servidores da ponta, que sofrem há anos com a má gestão”, afirmou.
Milhões à espera e pressão sobre o sistema
O progressão da fileira do INSS expõe um sistema pressionado por demanda crescente, gestão questionada e escândalos de fraude, deixando milhões de brasileiros sem resposta por benefícios essenciais. Enquanto o governo aponta melhorias pontuais, os números revelam que o problema estrutural permanece longe de uma solução definitiva.
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