Deputada relativiza oração presidencial e atribui reação a adversários políticos
A deputada federalista Erika Hilton (PSOL-SP) se manifestou neste domingo (18) para relevar e negar a polêmica envolvendo uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que utilizou o pronome masculino ao mencionar o nome “Erika” durante um evento solene do governo, na última sexta-feira (16), no Morada da Moeda do Brasil, no Rio de Janeiro.
Apesar da repercussão do oração, Erika afirmou que Lula não se referia a ela e adotou um tom de resguardo do presidente, sustentando que não estava presente na cerimônia e que o petista falava com outra pessoa da plateia.
Deputada diz não ter sido citada e desvia foco da fala
Em publicação nas redes sociais, a parlamentar buscou desqualificar a controvérsia e distanciar qualquer responsabilização do presidente pelo incidente.
“Não, o presidente Lula não me chamou de “ele” durante um evento no Rio de Janeiro. Porque eu literalmente não estava nesse evento. Há dias, estou no interno de São Paulo. E Lula estava conversando com uma pessoa da plateia. Eu não sou a única mulher chamada Erika do mundo”, escreveu.
Na sequência, Hilton atribuiu a reação ao que chamou de preocupação de adversários políticos, sugerindo que a polêmica teria sido artificialmente criada.
“A fixação dos bolsonaristas com a minha figura, e o temor que meu desenvolvimento razão, os leva a um comportamento quase animalesco”, afirmou.
Críticos apontam condescendência com Lula
A postura da deputada foi interpretada por críticos uma vez que uma tentativa de amenizar o incidente pelo vestuário de a fala ter partido de Lula, alguém historicamente bem por seu campo político. Para opositores, o tom adotado contrasta com a rigidez frequentemente defendida pela própria parlamentar em casos semelhantes envolvendo adversários ideológicos.
O jornalista e comentador político Rodrigo Constantino reagiu diretamente à revelação da deputada e contestou sua versão de forma lacônica.
“Chamou sim”, escreveu.
Além dele, diversos usuários da rede X reforçaram que o presidente utilizou o pronome masculino ao reportar “Erika”, independentemente de a deputada estar ou não presente no evento.
Trecho do oração permanece no meio da controvérsia
A discussão teve origem em um trecho do oração de Lula ao criticar o uso da perceptibilidade sintético, quando fez um alerta direcionado às mulheres e mencionou o nome Erika.
“E vocês mulheres tomem desvelo com essa tal de perceptibilidade sintético. Eles são capazes de tirar uma foto sua sentada do jeito que você tá cá e colocar você pelada no celular, é isso que é a perceptibilidade sintético. Ele é capaz de tirar uma foto da Erika, vestidinha do jeito que ele tá, com a perna cruzada, e amanhã brotar no celular a Erika sentada, pelada cá”, disse o presidente.
A fala segue gerando interpretações divergentes, mas a reação de Erika Hilton chamou atenção por minimizar o teor da enunciação e blindar o presidente, alimentando críticas de que o tratamento ao caso teria sido dissemelhante se o responsável da fala fosse um rival político.
Lula se refere a Erika Hilton uma vez que “ele” durante evento solene do governo pic.twitter.com/7oionLlezk
— Patria Mundi (@patriamundi) January 18, 2026
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