A decisão do Banco Mediano de preceituar a liquidação extrajudicial da gestora de recursos Reag lançou luz sobre o que especialistas classificam uma vez que uma das estruturas mais opacas do sistema financeiro pátrio. A mediação coloca em xeque a movimentação de uma zero estimada em mais de R$ 300 bilhões, operada através de uma arquitetura financeira desenhada para dificultar – e muitas vezes impedir – o rastreio da origem do moeda.
A Reag operava mediante um intrincado reparo de “fundos que investem em outros fundos”, criando camadas sucessivas de intermediação financeira. Na prática, esse padrão permite o trânsito de volumes bilionários sem que os nomes das pessoas físicas ou jurídicas, os verdadeiros donos do capital, apareçam vinculados diretamente aos recursos.
Embora a estrutura de fundos em cascata não seja proibido por si só, o padrão é indigitado por autoridades uma vez que o envolvente ideal para ocultação patrimonial, blindagem de ativos e evasão fiscal. Ao público e ao mercado, unicamente as empresas investidas ficavam visíveis, enquanto os controladores do moeda permaneciam sob sigilo inteiro.
A sombra do Violação Organizado
A liquidação ocorre na esteira de investigações avançadas da Polícia Federalista e do Ministério Público, que acenderam o alerta sobre o uso da gestora para fins ilícitos. A Operação Carbono Oculto identificou que a estrutura labiríntica da Reag teria sido utilizada para lavar moeda proveniente de refinarias supostamente controladas pelo delito organizado, com destaque para facções uma vez que o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Investigadores apontam que esses grupos não seriam os únicos clientes do esquema. A gestora também entrou no radar da Operação Compliance Zero, cuja novidade temporada, deflagrada pouco antes da mediação do BC, investiga outras instituições financeiras suspeitas de práticas similares.
Desenvolvimento Explosivo
O que também chamou a atenção dos reguladores foi a expansão meteórica da gestora. Dados da Anbima revelam que, até novembro de 2025, a Reag administrava uma riqueza de R$ 352,9 bilhões.
O salto é considerado atípico para os padrões de mercado: em 2020, o patrimônio sob gestão era de aproximadamente R$ 25 bilhões. Em unicamente cinco anos, a empresa cresceu quase 14 vezes, alavancada justamente pelo padrão de funcionamento sofisticado e de baixa transparência.
Mediação e Lhaneza de Sigilo
Na justificativa para a medida extrema, o Banco Mediano afirmou que a Reag cometeu “graves violações às normas que regem o Sistema Financeiro Pátrio”.
Com o decreto de liquidação, a governo da gestora foi transferida para a APS Serviços Especializados de Suporte Administrativo Ltda, sob a responsabilidade técnica de Antônio Pereira de Souza.
A partir de agora, a mediação garante aproximação irrestrito a toda a documentação e registros internos da empresa. A expectativa das autoridades é que a devassa nos livros da Reag revele quem estava por trás de uma das maiores e mais complexas engrenagens financeiras do país, expondo nomes e fluxos de capitais que, até logo, circulavam longe dos holofotes.
O post BC decreta liquidação da Reag e mira ‘caixa-preta’ de R$ 350 bilhões no mercado apareceu primeiro em Partido Brasil.
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