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Novas mensagens apreendidas pela Polícia Federalista (PF) reforçaram suspeitas sobre a relação entre o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, espargido uma vez que Careca do INSS, e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, rebento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações foram reveladas pelo portal Metrópoles nesta quarta-feira (8).
De concórdia com a reportagem, mensagens obtidas pela PF indicam que, em 6 de outubro de 2024, o Careca do INSS orientou um funcionário a realizar a entrega de uma encomenda descrita uma vez que “medicamento” em um apartamento localizado no bairro de Moema, zona sul de São Paulo. O endereço corresponde a um imóvel que teria sido alugado por Lulinha, e a entrega deveria ser feita em nome de Renata Moreira, esposa do empresário.
As mensagens mostram que o lobista enviou o print de uma conversa com o endereço do prédio residencial, localizado na rua Juriti, dimensão sublime da capital paulista. Documentos obtidos em cartórios de São Paulo apontam que o apartamento pertence formalmente ao empresário Jonas Leite Suassuna Fruto, ex-sócio de Lulinha.
Procurado, o jurista Marco Aurélio de Roble, que já atuou na resguardo de Lulinha em outros casos, afirmou que o rebento do presidente não tem conhecimento da encomenda mencionada nas mensagens. “Ele desconhece, até porque não é o destinatário”, declarou. O jurista também negou qualquer relação de proximidade entre Lulinha e o Careca do INSS, classificando as suspeitas uma vez que uma tentativa de envolvê-lo indevidamente nas investigações. “Existe um esforço pirotécnico em tentar associá-lo aos fatos apurados”, afirmou.
A resguardo de Antonio Carlos Camilo Antunes não se manifestou até a publicação da reportagem.
A Polícia Federalista investiga o Careca do INSS uma vez que um dos principais operadores de um esquema milionário de fraudes previdenciárias, envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS. No curso da apuração, surgiram indícios que levaram os investigadores a averiguar uma verosímil relação de Lulinha com o lobista, incluindo a suspeita de que o empresário pudesse atuar uma vez que sócio oculto.
Segundo a PF, referências ao nome de Lulinha apareceram em três núcleos distintos de dados, obtidos a partir da quebra de sigilo de investigados ligados a Antonio Antunes, recluso desde setembro de 2024. A corporação informou o Supremo Tribunal Federalista (STF) sobre o surgimento dessas menções durante a estudo do material apreendido.
Ainda de concórdia com o jurista Marco Aurélio de Roble, Lulinha afirma estar tranquilo em relação às investigações e sustenta que não tem qualquer vínculo, direto ou indireto, com o INSS. “Exatamente por isso ele não constituiu jurista neste caso”, disse.
As investigações também apontam indícios de proximidade entre o Careca do INSS e Lulinha. Documentos da PF revelam que ambos teriam viajado juntos para Portugal, em novembro de 2024. Ou por outra, consta nos autos que Antonio Antunes transferiu muro de R$ 1,5 milhão para a empresária Roberta Luchsinger, apontada uma vez que amiga de Lulinha e de Renata Moreira. Em uma das transferências, o lobista teria indicado que o valor seria talhado ao “rebento do rapaz”, em verosímil referência a Lulinha.







