Revelação do “sem anistia” acaba em tumulto, expulsões e relatos de feridos no meio de São Paulo
Um ato organizado por grupos e partidos de esquerda contra a anistia aos condenados do 8 de janeiro terminou em violência explícita na tarde desta quinta-feira (8), dentro do salão superior da Faculdade de Recta da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco, região médio da capital paulista.
Convocada para marcar três anos da invasão às sedes dos Três Poderes, a sintoma teve porquê foco a resguardo do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria. Militantes entoaram palavras de ordem porquê “sem anistia”, mas o exposição deu lugar a agressões físicas quando políticos identificados com a direita passaram a circunvalar pelo lugar.
Camisa rasgada e expulsão aos gritos de “fascista”
Segundo relatos colhidos pela prensa, o ex-deputado estadual Douglas Garcia (União) entrou no salão para gravar vídeos e debater com os manifestantes. A reação foi imediata e violenta: militantes passaram a hostilizá-lo aos gritos de “fascista”, rasgaram sua camisa e o expulsaram à força pelas escadarias do prédio histórico.
No térreo, o clima de hostilidade se agravou com a chegada do vereador Rubinho Nunes (União). O que se seguiu foi uma troca de agressões diante de agentes policiais que, segundo participantes, não intervieram para sustar a violência.
Essa é a “esquerda do paixão” fazendo “ato pela democracia” na USP. 🤡 pic.twitter.com/X1L3a7pJMs
— Rubinho Nunes (@RubinhoNunes) January 8, 2026
Organização do ato e exposição de “democracia”
O evento foi convocado pelo Partido dos Trabalhadores, pelo Núcleo Acadêmico XI de Agosto e pelo grupo Prerrogativas. Muro de 40 entidades assinaram um manifesto que classificou a data porquê uma “sarau cívica histórica em resguardo da democracia” — apesar do desfecho marcado por intimidação e agressões a adversários políticos.
Entre os presentes estavam o ator Paulo Betti, que atuou porquê rabi de cerimônias, o ex-presidente do PT José Genoíno, e o deputado federalista Ricardo Galvão.
Feridos e possibilidade de boletim de ocorrência
Posteriormente a confusão, Douglas Garcia e Rubinho Nunes deixaram o lugar. Ambos relataram ferimentos e afirmaram que avaliariam registrar ocorrência policial, diante do que classificaram porquê agressões sofridas em um espaço universitário que deveria prometer liberdade de frase e segurança.
Em Brasília, pressão política pelo veto
Enquanto a violência se desenrolava em São Paulo, um ato pró-governo reuniu murado de milénio pessoas na Rossio dos Três Poderes, sob o lema “Resguardo da democracia”, encerrando-se com o veto integral de Lula ao PL da Dosimetria, autenticado pelo Congresso em dezembro.
No evento, o presidente do STF, Edson Fachin, elogiou a atuação do ministro Alexandre de Moraes nos processos do 8 de janeiro. Já o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que crimes contra o Estado Democrático de Recta seriam imprescritíveis e não passíveis de anistia, “sobretudo quando envolvem grupos armados”.
Clima de intolerância política
O incidente na USP expôs um envolvente de intolerância em que o exposição de resguardo da democracia conviveu com práticas de violência, expulsão e intimidação contra opositores — um contraste que ampliou o debate sobre limites do ativismo político e o uso da força para silenciar divergências.
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