O bloqueio de R$ 35 milhões realizado pela Caixa Econômica Federalista sobre a premiação da Despensa do Brasil deixou o torcedor do Corinthians com uma pulga detrás da ouvido com relação às obrigações pelo pagamento da Estádio em Itaquera. A diretoria alvinegra contesta a retenção, alegando que o banco estaria antecipando o pagamento de juros de 2026 com receitas de 2025. Já a estatal justifica o ato com base em garantias contratuais, dos quais pacto foi firmado ainda em 2022.
O Corinthians recebeu R$ 77 milhões da CBF pela conquista do título da Despensa do Brasil. Aproximadamente metade da quantia foi reservada para remunerar o ‘bicho’, ou seja, a premiação dos jogadores. A outra secção seria utilizada pela diretoria para honrar compromissos neste início de ano, uma vez que a retirada da punição por transfer ban.
Mas, o valor foi direcionado a uma ‘conta suplente’, fundo estabelecido no pacto com a Caixa no qual somente o banco pode movimentar, apesar de a titularidade ser do Corinthians. O mecanismo visa prometer o pagamento das obrigações do clube caso outras fontes de receita falhem.
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Segundo o contrato, ao qual o Estadão teve chegada, é exigido que a conta acumule recursos equivalentes a quatro parcelas trimestrais de amortização do principal e juros. A sustento desta suplente ocorre prioritariamente através de 50% dos recebíveis de premiações e 30% dos valores brutos de venda ou transferência de atletas.
O Corinthians tinha até o dia 31 de dezembro de 2025 para solidar integralmente o saldo exigido de quatro parcelas na conta suplente. O Estadão apurou que o valor de cada parcela varia de R$ 20 a R$ 30 milhões, a depender da taxa de juros. Assim, é necessário que a conta mantenha uma quantia entre R$ 80 e R$ 120 milhões. O valor recebido pela conquista da Despensa do Brasil integrou justamente a última parcela do ano. O próximo pagamento está agendado para março.
Caso o Corinthians não mantenha o montante mínimo na conta suplente e não ocorra a recomposição em até 90 dias depois a notificação, o contrato prevê a formato de um evento de inadimplemento. Nessas circunstâncias, a Caixa está autorizada a bloquear saldos em outras contas do projeto e até declarar o vencimento antecipado de toda a dívida. Por isso, a retenção atual é tratada juridicamente pelo banco uma vez que o cumprimento das metas de liquidez pactuadas.
Dívida superior a R$ 600 milhões e garantias
A dívida totalidade do Corinthians atualmente é de R$ 2,7 bilhões. Do montante, aproximadamente R$ 650 milhões se referem à dívida com a Caixa pelo financiamento da Estádio em Itaquera. Para certificar o pagamento, foram constituídas garantias que abrangem desde participações acionárias até ativos imobiliários, incluindo a desvairo fiduciária da sede social do Corinthians e do imóvel do Parque São Jorge.
O pacto também prevê que outras decisões institucionais devem passar pelo crivo do banco e detalha a porcentagem a que a estatal tem recta em relação às receitas do clube.
O fluxo de caixa vinculado inclui ainda o repasse escalonado da bilheteria do estádio, fixado em 50% até 2024 e ressaltado para 55% entre 2025 e 2027, somado à integralidade (100%) das receitas de naming rights e dos direitos de transmissão.
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