A PRIO (PRIO3) realizou na segunda-feira (8) seu Dia do Investidor, reunindo sua liderança para apresentar atualizações estratégicas e operacionais em todo o seu portfólio.
O Itaú BBA destacou uma vez que ponto medial a intenção clara da petroleira de estabelecer uma política de retorno aos acionistas no próximo ano, uma medida há muito aguardada pelos investidores, mormente à medida que a empresa reduz seu endividamento posteriormente a compra de Peregrino.
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O banco ressaltou ainda a poderoso cultura corporativa da PRIO e sua procura consistente por retornos atrativos por meio de alocação de capital disciplinada ao longo da história. Segundo o Itaú BBA, a companhia reafirmou seu compromisso em gerar altos retornos mantendo uma estrutura operacional de plebeu dispêndio e agora se encontra livre das restrições externas que causaram contratempos nos últimos dois anos.
O banco observou que a conquista dos próximos marcos importantes, uma vez que a primeira produção de petróleo em Wahoo e a integração e otimização de Peregrino, dependerá exclusivamente da realização da própria empresa.
Na avaliação da XP, a alavancagem da PRIO é o melhor indicador de quanto capital pode ser distribuído pros acionistas nos próximos dois anos. A alavancagem está atualmente em tapume de 2,3 vezes Dívida Líquida/EBITDA e a PRIO quer chegar a 1,0 vez até o final de 2027, supondo que o Brent fique em US$ 60 o barril e que não ocorram grandes transações. De convénio com estimativas da XP, essa meta de alavancagem seria alcançada mais cedo em 2027 se a PRIO não distribuísse nenhum capital.
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Segundo a Genial, a petroleira está trabalhando na formatação de uma política de dividendos a ser divulgada até o final do 1º semestre de 2026. Essa decisão ocorre posteriormente anos de operação e uma série de aquisições bem-sucedidas, quando a governo considera que a empresa será capaz de gerar caixa em volume suficiente para suportar seu projecto de investimentos, eventuais aquisições e, ao final, repartir dividendos aos acionistas.
A Genial ainda observou que os dividendos deverão estar condicionados às métricas tradicionais do setor, uma vez que endividamento, preço do petróleo e geração de caixa, o que é considerado procedente e esperado.
O Goldman Sachs destacou que, embora o valuation da PRIO seja considerado atrativo, com FCFy (rendimento de fluxo de caixa livre) estimado de tapume de 30% para 2026, a geração de caixa deverá ser prioritariamente destinada à redução da dívida, limitando recursos para aquisições ou remuneração relevante aos acionistas no limitado a médio prazo. Aliás, ressaltou que, devido ao limitado ciclo dos ativos, esse nível de FCFy pode não ser sustentável no médio e longo prazo, e que sua equipe global de commodities projeta preços do Brent significativamente inferior da curva futura para o próximo ano.
O JPMorgan, por sua vez, enfatizou que 2026 será um ano de realização, com foco em disciplina de capital e geração de caixa, destacando o ramp-up de Peregrino e Wahoo para atingir 200 milénio barris equivalentes por dia (boed), o que, coligado a custos baixos, será fundamental tanto para a redução da alavancagem quanto para potenciais dividendos.
Operacional
A Genial Investimentos avaliou que o Investor Day da PRIO reforçou os vetores de geração de valor da empresa, destacando o progresso de Wahoo, o potencial de Peregrino com sinergias e redução de custos, e a evolução operacional de Albacora Leste e Frade. A estratégia mercantil também foi fortalecida, com otimização de blends, ampliação de mercados e aumento de margens. A estudo indica que 2026 deve ser um ponto de inflexão, com maior produção, custos menores, previsibilidade de caixa e disciplina na alocação de capital.
Em termos de produção, espera-se que a PRIO termine 2025 com uma produção de petróleo de tapume de 150 milénio barris de petróleo por dia (bpd). A produção aumentará logo para tapume de 200 milénio bpd em meados de 2026, impulsionada pelo início das operações de Wahoo e pelo fecho dos restantes 20% de Peregrino.
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A partir de 2027, a empresa planeia manter a produção em torno dos 200 milénio bpd. Para atingir esses níveis de produção, a governo da PRIO estima um capex orgânico de US$ 450 a 500 milhões para 2026 e mais próximo de US$ 450 milhões em 2027. A expectativa é que esses níveis de capex alocados em oportunidades de perfuração em ABL e Frade sejam capazes de sustentar a produção em torno da meta de 200 milénio bpd.
Recomendação de compra
O Itaú BBA, Genial e JPMorgan mantiveram recomendação de outperform (desempenho supra da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 62, R$ 69 e R$ 55. O BTG também manteve recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 56, destacando propagação de produção, redução de opex em Peregrino e perspectiva melhor para distribuição aos acionistas.
O Goldman Sachs, por sua vez, manteve recomendação neutra para PRIO, com preço-alvo de R$ 48,30.
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