A intensificação das execuções públicas e das punições corporais no Afeganistão desde o retorno do Talibã ao poder em 2021, destaca-se um incidente particularmente chocante: espectadores afegãos lotaram um estádio esportivo para testemunhar a realização pública de um varão por um menino de 13 anos, diante de uma povaléu estimada em 80 milénio pessoas. Esse evento emblemático sintetiza a brutalidade crescente do regime e evidencia a reinstauração de práticas de punição extrema que haviam marcado o primeiro governo talibã (1996–2001), uma vez que execuções em estádios esportivos, açoites públicos e outras formas de violência sancionada pelo Estado.
Segundo o relato, o sentenciado, identificado uma vez que Mangal, havia assassinado 13 membros da família do jovem executor, incluindo mulheres e crianças. Depois passar por julgamento, apelações e revisão do Supremo Tribunal, sua morte foi aprovada pelo líder supremo do Afeganistão, Hibatullah Akhundzada. A realização ocorreu uma vez que emprego da fundamento de Qisas, que significa “retaliação equivalente” — princípio fundamentado na lei islâmica que determina punição proporcional ao violação cometido. As famílias das vítimas tiveram a opção de perdão, mas rejeitaram a oferta de anistia, optando pela punição capital.
A cena registrada em vídeos mostra tiros e cânticos de “Allahu Akbar”, enquanto o público vibra com o ato. Esse clima de celebração da violência, longe de ser só, reflete uma crescente confirmação — e até base — às práticas extremas do regime entre secção da população. Um dos espectadores, por exemplo, declarou confiar que punições desse tipo trariam benefícios ao país, atuando uma vez que elemento dissuasório para futuros crimes.
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Desde 2021, pelo menos 12 homens foram executados publicamente pelo Talibã. O número é consistente com a escalada autoritária que acompanha a consolidação do Emirado Islâmico. A ONU e diversas organizações humanitárias alertam que o Afeganistão passa por uma deterioração rápida e profunda dos direitos humanos. A repressão é mormente severa contra mulheres e meninas, que estão proibidas de frequentar escolas secundárias e universidades, além de terem o entrada ao ofício amplamente restringido. A eliminação de sua presença da vida pública é secção medial do projeto ideológico talibã.
O incidente também ocorre em contraste com uma tendência preocupante: o florescimento de conteúdos de influenciadores ocidentais nas redes sociais que retratam o Afeganistão de forma romantizada, omitindo ou minimizando a brutal verdade vivida pela população. Vídeos mostram turistas visitando desertos pitorescos, hoteles de luxo, mesquitas históricas e bazares coloridos, criando uma narrativa higienizada do país. Essa imagem contrasta com os alertas emitidos pelo Departamento de Estado dos EUA e por vários países europeus, que recomendam a não realização de viagens ao Afeganistão devido a riscos de segurança e violações de direitos humanos. O vídeo foi posteriormente compartilhado pela conta de mídia social pró-Talibã @afghanarabc.
A ativista afegã Dra. Orzala Nemat critica duramente esses conteúdos, afirmando que eles contribuem para mascarar as condições opressivas impostas pelo Talibã, mormente às mulheres. Ela destaca a incongruência entre a liberdade concedida aos turistas e a restrição quase absoluta imposta às afegãs, que não podem circunvalar desacompanhadas de um varão e são obrigadas a executar códigos de vestimenta extremamente rígidos.
Ainda que 4.000 turistas tenham visitado o país em 2024, muitos questionam até que ponto esse fluxo turístico resulta de propaganda propositado do regime, que tenta melhorar sua imagem internacional. Alguns influenciadores parecem ter sido convidados oficialmente pelo governo, mas não está evidente se foram pagos. O texto menciona casos polêmicos, uma vez que o do afegão-americano Yosaf Aryubi, que publicou um vídeo satírico imitando gravações de reféns destinadas a propalar sua escritório de viagens. O material, visto uma vez que ofensivo e insensível, foi inclusive compartilhado por uma conta pró-Talibã, revelando a maneira uma vez que elementos de entretenimento do dedo se misturam à propaganda política.
Apesar dessa narrativa positiva veiculada online, a verdade afegã é marcada por violações graves. O país testemunhou múltiplas execuções públicas nos últimos anos; só em outubro, um varão foi morto diante de milhares de espectadores em Badghis depois ser considerado culpado de chacinar um par — a esposa pejada de oito meses. A realização seguiu o mesmo procedimento ritualizado: revisão por diferentes instâncias judiciais, oferta de perdão às famílias das vítimas e, diante da recusa, realização pública.
Os relatos incluem ainda episódios recentes em que quatro homens foram mortos no mesmo dia, em diferentes províncias, sempre em estádios esportivos lotados. Em alguns casos, familiares das vítimas atiraram nos condenados, reforçando a teoria de justiça retributiva uma vez que espetáculo coletivo. A repetição dessa prática remete diretamente ao primeiro regime do Talibã e à sua política de governar pelo temor, utilizando a violência uma vez que utensílio de controle social.
A Anistia Internacional condena essas execuções, classificando-as uma vez que afrontas graves à pundonor humana. A organização destaca que muitos julgamentos não atendem a padrões internacionais mínimos de justiça e que o uso de pena capital nesses contextos constitui violação séria dos direitos humanos. Ou por outra, o Talibã tem intensificado o uso de punições corporais — principalmente açoites — uma vez que resposta a crimes que vão desde roubo e adultério até consumo de álcool.
O líder supremo Akhundzada aparece no texto uma vez que uma figura medial, responsável pela autorização final de todas as execuções. Ele se apresenta uma vez que representante direto da vontade divina e, em discursos divulgados em áudio, expressa francamente sua visão extrema da lei islâmica. Em uma mensagem citada, afirma que continuará a ordenar o apedrejamento e o açoitamento de mulheres acusadas de adultério, acusando o Oeste de agir em nome de Satanás ao criticar suas práticas.
O Relator Próprio da ONU para os Direitos Humanos no Afeganistão, Richard Bennett, reforça que o país vive uma intensificação da repressão. Em seu relatório, ele aponta paralelos claros entre o atual regime e o período de 1996–2001, mormente no que diz reverência às “Leis do Vício e da Virtude”, que regulam todos os aspectos do comportamento social a partir de uma tradução ultraconservadora da religião. Bennett menciona, ainda, que o fechamento do espaço cívico, o aumento de discriminação contra minorias étnicas e religiosas e a escalada de castigos físicos são sinais alarmantes de que a situação humanitária está se agravando rapidamente.
O texto reforça também a sátira internacional de que o sistema judicial talibã não oferece garantias básicas de resguardo e contraditório. Julgamentos são frequentemente sumários, e decisões de morte são tomadas sem observância de normas internacionais. A combinação de justiça precária, violência estatal ostensiva e propaganda religiosa cria um envolvente onde a violência se torna secção integrante da vida cotidiana.
Por termo, o texto enfatiza que, apesar dos esforços de influenciadores para apresentar uma face “turística” ou “acolhedora” do país, o Afeganistão vive sob um regime que reprime mulheres, executa pessoas em público, restringe liberdades fundamentais e emprega castigos medievais. A celebração de execuções nos estádios, acompanhada de aplausos e cânticos, evidencia a profundidade da transformação social e psicológica promovida pelo governo talibã, que pretende mostrar força política e controle integral sobre a população. O contraste entre a verdade vivida pelos afegãos e a narrativa suave apresentada nas redes sociais reforça a urgência de olhar criticamente para qualquer tentativa de regularizar um regime que opera com base no temor, na violência e na supressão de direitos humanos.
Manancial/Créditos: Daily Mail
https://www.aliadosbrasiloficial.com.br/noticia/por-volta-de-80-mil-pessoas-para-para-assistir-um-menino-de-13-executar-o-assassino-da-familia/Manancial/Créditos -> Aliados Brasil Solene







