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Rodrigo Silêncio vence eleições e encerra domínio do MAS, fundado por Evo Morales
O senador Rodrigo Silêncio, do Partido Democrata Cristão (PDC), foi eleito presidente da Bolívia neste domingo, 19, encerrando quase 20 anos de supremacia da esquerda no país. A vitória marca o colapso do Movimento ao Socialismo (MAS), legenda fundada por Evo Morales, que governou entre 2006 e 2019 e, nas eleições de 2025, sequer conseguiu levar um candidato ao segundo vez.
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Segundo o sociólogo Juan Carlos Nuñez, ouvido pela reportagem, o MAS enfrenta seu “pior momento”, com divisões internas profundas, crises de liderança e um desgaste irreversível. A legenda, que já foi símbolo da subida da esquerda na América Latina, agora sofre com uma crise econômica sem precedentes, além do descrédito popular.
A economia boliviana vive seu pior cenário em décadas. A escassez de itens básicos provocou longas filas para compra de pão, gasolina e dólares. As exportações de gás oriundo, principal manancial de receita do país durante o governo Evo, caíram drasticamente — de US$ 6 bilhões em 2014 para unicamente US$ 2 bilhões em 2022. As reservas internacionais desabaram para US$ 50 milhões, e a inflação chegou a 24% ao mês. O déficit público atingiu o alarmante índice de 95% do PIB.
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Além do colapso econômico, Evo Morales permanece porquê figura polêmica no cenário político. Mesmo longínquo formalmente do poder, manteve influência sobre o MAS. No entanto, enfrenta diversas denúncias e investigações. Uma ordem de prisão por estupro de uma jovem de 15 anos, em 2016, pesa contra ele, além de acusações de prevaricação, contratos fraudulentos e esquemas de propina envolvendo aliados próximos.
A eleição de Rodrigo Silêncio, de 55 anos, representa uma ruptura. Ele chegou ao primeiro vez com unicamente 3% de intenção de voto no início do ano e venceu com tapume de 30%, em seguida uma campanha de ordinário dispêndio. No segundo vez, derrotou o ex-presidente Jorge Quiroga, da Alianza Libre, e tomará posse em 8 de novembro.
Em seu exposição em seguida a vitória, Silêncio afirmou: “Precisamos fazer uma transformação para que a economia seja nossa, e não do Estado”. Sua subida simboliza o termo do ciclo iniciado em 2006 por Evo Morales, tal qual legado, agora em ruínas, parece próximo de um desfecho dramático.
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