Para 2025, a equipe econômica liderada pelo ministro Fernando Haddad estabeleceu a meta de zerar o deficit. Porém, o tórax fiscal assegura um pausa de tolerância de até 0,25% do PIB para o saldo primordial –receita menos despesa, desconsiderando o pagamento de juros da dívida.
“O tórax fiscal é uma mera peça ilusória, enxurro de furos que são usados para gerar um deficit de R$ 300 bilhões adicionais nesse governo”, declarou Ecio Costa, economista e professor da UFPE (Universidade Federalista de Pernambuco).
O peso maior da fardo tributária é do governo federalista: alcançou 21,4% do PIB no ano pretérito. A subida foi de 1,5 ponto percentual na confrontação com 2023.
A média da fardo tributária dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) atingiu 33,9% em 2023, último oferecido disponível. A França lidera o ranking, com 43,8%. No mesmo ano, a taxa do Brasil foi de 32,1% –subiu 2,1 pontos percentuais em 2024. O país não integra a organização.
A trajetória crescente da cobrança de impostos no Brasil não é suficiente para confirmar o estabilidade das contas públicas. “Mesmo batendo recordes de arrecadação e fardo tributária, a conta continua não fechando”, diz Costa. Na avaliação do economista, o aumento dos gastos e a consequente elevação da dívida pesam no descompasso da política fiscal. Ele afirma que a trajetória da dívida pública em relação ao PIB “é galopante” e, por isso, preocupa. A dívida bruta do governo universal (União, Estados e municípios) está em 77,5% do PIB. No governo Lula, aumentou 5,8 pontos percentuais. Em valores absolutos, corresponde a R$9,6 trilhões.
O Brasil caminha para ter a maior fardo tributária pelo 2º ano seguido, de consonância com economistas. Em 2024, a arrecadação do governo federalista, dos Estados e dos municípios bateu recorde ao atingir 34,2% do PIB (Resultado Interno Bruto). O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem retraído mais impostos em 2025, conforme dados da Receita Federalista. Mesmo assim, a expectativa é de um rombo de R$ 30,2 bilhões neste ano –perto do saldo negativo de R$ 31 bilhões que pode ter conforme a meta fiscal.
Para 2025, a equipe econômica liderada pelo ministro Fernando Haddad estabeleceu a meta de zerar o deficit. Porém, o tórax fiscal assegura um pausa de tolerância de até 0,25% do PIB para o saldo primordial –receita menos despesa, desconsiderando o pagamento de juros da dívida.
“O tórax fiscal é uma mera peça ilusória, enxurro de furos que são usados para gerar um deficit de R$ 300 bilhões adicionais nesse governo”, declarou Ecio Costa, economista e professor da UFPE (Universidade Federalista de Pernambuco).
O peso maior da fardo tributária é do governo federalista: alcançou 21,4% do PIB no ano pretérito. A subida foi de 1,5 ponto percentual na confrontação com 2023.
A média da fardo tributária dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) atingiu 33,9% em 2023, último oferecido disponível. A França lidera o ranking, com 43,8%. No mesmo ano, a taxa do Brasil foi de 32,1% –subiu 2,1 pontos percentuais em 2024. O país não integra a organização.
A trajetória crescente da cobrança de impostos no Brasil não é suficiente para confirmar o estabilidade das contas públicas. “Mesmo batendo recordes de arrecadação e fardo tributária, a conta continua não fechando”, diz Costa. Na avaliação do economista, o aumento dos gastos e a consequente elevação da dívida pesam no descompasso da política fiscal. Ele afirma que a trajetória da dívida pública em relação ao PIB “é galopante” e, por isso, preocupa. A dívida bruta do governo universal (União, Estados e municípios) está em 77,5% do PIB. No governo Lula, aumentou 5,8 pontos percentuais. Em valores absolutos, corresponde a R$9,6 trilhões.
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