O mercado financeiro começa a semana de olho no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Meão (BC), às 8h25, com as prévias para inflação, Resultado Interno Bruto (PIB) e taxa de câmbio. O relatório, que reúne as projeções de economistas e instituições financeiras, é escoltado com atenção por investidores, mormente em seguida as falas do diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, na semana passada.
Durante evento do banco Goldman Sachs, em Washington, David afirmou que ainda não há dados suficientes para o Banco Meão indicar até quando vai porfiar o “período bastante prolongado” de manutenção da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano.
O diretor disse que a mando monetária está disposta a agir “para cima ou para inferior” caso seja necessário, mas que prefere esperar sinais mais claros de que o comportamento da economia é patível com o cumprimento da meta de inflação.
Nos Estados Unidos, o objecto que continua dominando as atenções é o prolongamento do shutdown, a paralisação parcial do governo federalista por falta de aprovação do orçamento no Congresso.
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, alertou na semana passada que os cortes decorrentes da paralisação estão “atingindo o músculo da economia”, com prejuízos estimados em muro de 15 bilhões de dólares por dia. A enunciação foi dada durante coletiva de prensa ao lado do representante mercantil dos Estados Unidos, Jamieson Greer.
Na China, o PIB cresceu 4,8% no terceiro trimestre, em confrontação com o mesmo período do ano anterior, resultado em traço com as projeções de analistas consultados pela Reuters.
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O gigante asiático também manteve inalteradas suas taxas de juros de referência, conforme esperado, com a taxa básica de empréstimo de um ano (LPR) fixada em 3%.
Agenda
O presidente Lula inicia a segunda-feira às 9h, com reunião com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges. Às 10h, participa da cerimônia de entrega de Cartas Credenciais no Palácio Itamaraty.
No início da tarde, às 13h, Lula almoça com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, no Palácio da Alvorada. Às 14h40, recebe o secretário próprio para Assuntos Jurídicos da Lar Social, Marcelo Weick, novamente no Planalto.
Mais tarde, às 15h30, o presidente participa da cerimônia de lançamento do Programa Reforma Lar Brasil, também no Planalto. Às 17h, se reúne com o presidente mundial do grupo XCMG (Xuzhou Construction Machinery Group), Yang Dong Sheng. O último compromisso do dia será às 18h, com o ministro da Secretaria-Universal da Presidência da República, Márcio Macêdo.
Brasil
- 8h25 – Boletim Focus (semanal)
- 15h – Balança mercantil
INTERNACIONAL
Não é sustentável
Donald Trump afirmou que a tarifa de 100% sobre produtos chineses “não é sustentável”, mas responsabilizou Pequim pelo impasse nas negociações comerciais, iniciado em seguida o aumento do controle chinês sobre exportações de terras raras. O ex-presidente disse ter sido “forçado” a adotar a medida e confirmou um encontro com Xi Jinping em duas semanas, na Coreia do Sul. Segundo ele, os Estados Unidos precisam de um “combinação justo” com a China.
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Propagação
Economistas consultados pela sucursal AFP preveem que a China cresceu 4,8% no terceiro trimestre de 2025, o ritmo mais lento em um ano, pressionado pela crise imobiliária, pela demanda enfraquecida e pela guerra mercantil com os Estados Unidos. O resultado ficaria aquém dos 5,2% do trimestre anterior e da meta solene de 5%. Os dados oficiais, que incluem vendas no varejo e produção industrial, serão divulgados na segunda-feira (21).
Compra
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, confirmou na sexta-feira (17) que o governo americano comprou novamente pesos argentinos em operações de swap de blue chips e no mercado à vista, em pedestal à gestão de Javier Milei. Mesmo com a mediação, o peso prateado recuou, cotado a 1.465 por dólar. Bessent afirmou que Washington seguirá vigilante e pronta para agir “com flexibilidade e força” para estabilizar a economia da Argentina.
ECONOMIA
Investimento
Analistas do Citi reduziram o risco em sua carteira MVP (Most Valuable Portfolio, ou Portfólio Mais Valioso) para o Brasil, citando incertezas políticas e possíveis excessos nos preços de ações nos Estados Unidos. Eles elevaram a participação em serviços de utilidade pública e Petrobras, ao mesmo tempo em que retiraram MBRF, Banco do Brasil, C&A Modas, Klabin e Fleury. Apesar disso, o Ibovespa segue com valuation atrativo e juros supra do estabilidade, abrindo espaço para cortes já em 2026.
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Trabalhadores de app
O número de trabalhadores por aplicativos, uma vez que motoristas e entregadores, cresceu 25,4% em dois anos no Brasil, chegando a quase 1,7 milhão em 2024, segundo o IBGE (Instituto Brasílio de Geografia e Estatística). Mais da metade atua no transporte de passageiros, e a maior subida proporcional foi registrada nos serviços gerais ou profissionais, com +52,1% na presença de 2022. Apesar de a renda por hora ser menor que a dos não plataformizados, a maior jornada semanal faz com que o rendimento mensal médio dos apps seja superior, chegando a R$ 2.996.
POLÍTICA
Ano sagrado
O presidente Lula (PT) afirmou que 2026 será um ano sagrado e defendeu que a esquerda aprenda a dialogar com diferentes setores, incluindo os evangélicos, para ampliar sua base de pedestal. Em exposição no 16º Congresso do PC do B, ele afirmou que o exposição progressista precisa chegar a milhões de pessoas que não são ativistas. Lula também criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o Congresso e as ingerências de Donald Trump na Venezuela, e reafirmou sua intenção de concorrer à reeleição.
Sarau de 15 anos
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federalista), autorizou Jair Bolsonaro (PL) a receber nove convidados, incluindo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), na sarau de 15 anos de sua filha neste sábado (18). A comemoração será restrita a amigos e familiares, sem caráter público ou político. Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, com visitas e saída do lugar sujeitas a vistorias e regras de segurança.
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De saída
O ex-governador do Ceará Ciro Gomes pediu desfiliação do PDT, motivado pela aproximação do partido com o governo de Elmano de Freitas (PT) e pelo xadrez eleitoral de 2026. Ciro deve definir seu novo orientação político na próxima semana, com PSDB e União Brasil demonstrando interesse. A saída foi lamentada por lideranças do PDT, que destacaram a preço histórica de sua trajetória no trabalhismo.
Sergio Moro
O ministro Dias Toffoli, do STF, autorizou a Polícia Federalista a realizar diligências na 13ª Vara Federalista de Curitiba, onde Sergio Moro atuou uma vez que juiz, para investigar acusações do ex-deputado Tony Garcia contra o senador. Garcia afirma que Moro teria promovido gravações ilegais e diligências clandestinas em 2004, durante o caso Banestado, acusações negadas por Moro. Toffoli permitiu o fiscalização de processos, documentos e mídias relacionados às investigações, mantendo o questionário no STF.
(Com Sucursal Brasil, Reuters e Estadão Teor)
5 Assuntos,Alexandre de Moraes,Boletim Focus,Bolsonaro,China,Ciro Gomes,Donald Trump,Lula,sergio moro
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