A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, de 58 anos, foi anunciada nesta sexta-feira (10) porquê a vencedora do Prêmio Nobel da Silêncio de 2025. O Comitê Norueguês do Nobel concedeu a premiação por seu papel realçado na resguardo dos direitos democráticos na Venezuela e pelo esforço contínuo para uma transição pacífica do atual regime dominador para uma democracia representativa.
“Ela mantém acesa a labareda da democracia em meio à crescente negrume”, destacou o comitê, que a descreveu porquê “um dos exemplos mais extraordinários de coragem social na América Latina”.
A premiação é acompanhada de 11 milhões de coroas suecas, o equivalente sobre R$ 6,2 milhões.
Reconhecimento internacional
No enviado solene, o Comitê ressaltou que María Corina tem sido uma figura unificadora dentro da oposição venezuelana, tradicionalmente fragmentada. Para os jurados, ela representa o espírito da democracia ao reunir diferentes correntes em torno de um objetivo geral: eleições livres e representatividade popular.
“Em um momento em que a democracia está ameaçada, é mais importante do que nunca tutelar esse ponto em geral”, afirmou o Comitê do Nobel.
Trajetória política
María Corina é engenheira, com formação em finanças, e iniciou sua trajetória no setor social. Em 1992, fundou a Instalação Atenea, voltada ao atendimento de crianças em situação de rua em Caracas. Dez anos depois, cofundou a organização Súmate, voltada à promoção de eleições justas, fiscalização de pleitos e instrução cívica.
Foi eleita deputada em 2010 com votação recorde, mas foi destituída em 2014 pelo regime chavista. Desde portanto, lidera o Vente Venezuela e fundou, em 2017, a coalizão Soy Venezuela, que procura unir forças pró-democracia em meio à repressão.
Candidatura e impedimento
Em 2023, María Corina anunciou sua candidatura à presidência da Venezuela para as eleições de 2024. Impedida judicialmente de disputar o pleito, passou a concordar Edmundo González, nome de consenso da oposição. Apesar da mobilização popular, o regime de Nicolás Maduro declarou-se vencedor e ampliou seu controle institucional.
Em publicação na rede X/Twitter, Edmundo González celebrou o prêmio:
“Um reconhecimento merecido à longa luta de uma mulher e de todo um povo pela nossa liberdade e democracia. A primeira ganhadora do Prêmio Nobel da Venezuela!”
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