CIDADE DO VATICANO (Reuters) – As recentes declarações firmes do papa Leão sobre a guerra em Gaza e seu poderoso apelo por um cessar-fogo durante uma reunião na semana passada com o presidente israelense Isaac Herzog mostraram que o novo líder da Igreja Católica está desenvolvendo um estilo diplomático robusto, embora simples.
Leão, que se tornou o primeiro pontífice dos Estados Unidos ao ser eleito em maio, adota uma abordagem mais discreta do que seu predecessor, o papa Francisco, que muitas vezes ganhou as manchetes com grandes apelos públicos ou comentários inesperados e repentista.
Francisco, por exemplo, surpreendeu até mesmo autoridades seniores do Vaticano ao sugerir a um jornalista, no final de 2024, que Israel poderia estar cometendo genocídio com sua campanha militar em Gaza, comentários que provocaram uma poderoso reação dos líderes israelenses.
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Leão tende a evitar surpresas em público. Ele prefere trabalhar nos bastidores, em coordenação com o espaçoso magnificência de política externa do Vaticano, e enfatiza as discussões pessoais com líderes estrangeiros.
“O papa Francisco estava muito mais predisposto a aproveitar a atenção que recebia da mídia diretamente”, disse Massimo Faggioli, um acadêmico italiano do Trinity College Dublin, na Irlanda, que acompanha o Vaticano.
“Leão quer falar diretamente com o interlocutor (…) e está predisposto a usar os canais tradicionais para transmitir mensagens, sabendo que as pessoas que estão envolvidas nas questões vão prestar atenção”, disse ele.
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Em sua audiência pública semanal na Rossio de São Pedro na última quarta-feira, Leão não mencionou a guerra em Gaza. Um dia depois, ele se reuniu em privado com Herzog no Vaticano — a primeira vez que um papa recebeu um líder israelense em sete anos.
O evento, assim porquê todas as reuniões papais com dignitários estrangeiros, foi realizado a portas fechadas, mas o Vaticano emitiu uma enunciação incomumente longa, dizendo que Leão e as principais autoridades diplomáticas do Vaticano lamentaram a “trágica situação em Gaza” com Herzog.
O Vaticano disse que eles também pediram um cessar-fogo permanente no enclave palestino, muito porquê a libertação dos reféns israelenses mantidos pelo grupo militante Hamas.
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Uma mando do Vaticano, que pediu para não ser identificada por não estar autorizada a falar sobre o tema, disse que Leão enfatizou o esteio de longa data do Vaticano a uma solução de dois Estados para o conflito israelense-palestino que já dura décadas.
O governo de coalizão de direita de Israel, sob o comando do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, rejeita o reconhecimento de um Estado palestino, em segmento afirmando que isso recompensaria o Hamas pelo ataque de outubro de 2023 que realizou contra Israel.
“A preocupação tem sido a mesma, mas a linguagem tem sido um pouco dissemelhante”, disse John Thavis, correspondente do Vaticano jubilado, sobre os estilos diplomáticos de Francisco e Leão.
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O papa Leão está mais capaz a se sujeitar aos especialistas em política externa do Vaticano, disse Thavis. “(Ele) formulou seus apelos no estilo mais recto da diplomacia tradicional do Vaticano.”
Os cardeais do mundo, que elegeram Leão, provavelmente lhe darão bastante tempo para desenvolver seu estilo diplomático. Aos 69 anos, Leão pode razoavelmente esperar que seu papado dure 10 anos ou mais.
As diferenças nas abordagens diplomáticas de Leão e Francisco foram vistas em julho, depois que um ataque israelense à única igreja católica de Gaza matou três pessoas e feriu várias outras.
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Francisco era próximo da igreja. Ele era publicado desde o início da guerra de Gaza, em outubro de 2023, por fazer ligações noturnas para o pastor, o reverendo Gabriel Romanelli, para verificar porquê estava a comunidade.
Leão não fez comentários públicos imediatamente posteriormente o ataque de 17 de julho. Em vez disso, o Vaticano emitiu um telegrama limitado e tradicional de pêsames às vítimas.
No dia seguinte, o Vaticano anunciou que Leão havia recebido uma relação telefônica de Netanyahu, que não falava com Francisco há anos.
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Leão fez um apelo a Netanyahu “para que ele volte a pressionar por negociações, um cessar-fogo e o término da guerra”, disse o Vaticano.
O Vaticano não disse se Leão falou pessoalmente com Romanelli. O pastor não respondeu a uma consulta da Reuters.
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