O presidente pátrio do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou na manhã desta sexta-feira, 22, que o PL vai concordar qualquer que seja o nome escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a disputa à Presidência no ano que vem. O cacique partidário minimizou as críticas do deputado federalista Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) e do vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL) aos governadores de direita e disse que “é oriundo” os filhos ficarem nervosos e desesperados com o “estado do pai”.
“O nome que o Bolsonaro escolher nós vamos concordar no partido. Nunca faltei com a minha vocábulo com ninguém. Depois da escolha do Tarcísio, é difícil discutir o nome com Bolsonaro. Se elegeu governador e é muito muito estimado. Eu não tenho tendência a nenhum candidato. O que ele escolher será candidato”, afirmou Valdemar no 24º Fórum Empresarial Lide no Rio de Janeiro.
Valdemar Costa Neto evitou comentar sobre o indiciamento do ex-presidente e de Eduardo Bolsonaro pela Polícia Federalista pelos crimes de filtração no curso do processo e cessação do Estado Democrático de Recta por tentar interferir no julgamento da ação penal do golpe, em tramitação no Supremo Tribunal Federalista (STF). Segundo o líder do PL, “Bolsonaro é uma pessoa honesta”.
Menos de uma semana depois de Carlos Bolsonaro expor que os chamados “governadores democráticos” se comportam “porquê ratos”, em uma sátira aos governadores de direita, Valdemar minimizou as críticas. Segundo o presidente do PL, “é oriundo” o desespero dos filhos diante do “estado do pai”. O texto de Carlos foi compartilhado por Eduardo.
“Às vezes, nós nos deparamos com problemas, às vezes da família, qualquer desentendimento, porque é muito duro você ver o teu pai suportar dessa maneira, porquê por exemplo, aconteceu essa semana passada. Fizeram uma sátira grande aos candidatos que estão se colocando porquê candidatos à Presidência da República. Todos são parceiros nossos, todos são os melhores aprovados no Brasil. Acontece que às vezes um rebento, porquê aconteceu semana passada, vê o pai naquele estado e se desespera, fica nervoso, e é oriundo porque a gente tem que preservar e tem que tutelar nossas famílias”, disse.
Valdemar afirmou ainda que não descarta uma candidatura de Bolsonaro à Presidência e compara a situação do ex-presidente à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ficou recluso por 580 dias no Paraná em meio aos julgamentos de casos de depravação.
“Estamos atravessando esses problemas, mas vamos solucionar e, no término, vai dar tudo evidente. Nós vamos estar na eleição. Eu tenho esperança ainda do Bolsonaro ser candidato à Presidência da República. Quem diria que o Lula, que ficou 580 dias recluso no Paraná, ia ser candidato a presidente? Foi candidato a presidente e ainda ganhou. Quer expor, tudo pode ocorrer”, disse.
Três dos governadores cotados para disputar a Presidência em 2026 no campo da direita evitaram comentar os ataques da família Bolsonaro. Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, pregaram a união, nesta terça-feira, 19.
Ao ser questionado se avalia o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro porquê candidato à Presidência, Valdemar afirmou que ela “está bombando” e que o PL tem três candidatos que superam o presidente Lula nas pesquisas de intenção de voto.
“A Michelle está bombando. Nós temos três candidatos que, nas pesquisas, superam o Lula. Bolsonaro, Michelle e Tarcísio”, finalizou.
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