A vereadora Professora Angela (Psol) enfrenta um pedido de cassação do procuração depois de partilhar no plenário da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) um panfleto com orientações para o “uso seguro” de drogas.
O material apresenta orientações sobre o uso de substâncias uma vez que maconha, LSD, ecstasy, cocaína e cogumelos. O panfleto dá recomendações para “reduzir danos”, uma vez que utilizar canudos próprios para cocaína e evitar ecstasy em pessoas com transtornos mentais.
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A vereadora distribuiu o material durante audiência pública realizada na terça-feira 5. Participaram da audiência representantes de movimentos sociais e de órgãos públicos.
Ao se deparar com o panfleto, o vereador Da Costa do Perdeu Piá (União) questionou o teor e gravou um vídeo para as redes sociais, apontando os riscos atrelados ao uso de drogas.
Enquanto gravava o vídeo, militantes da esquerda cercaram o vereador e tentaram intimidá-lo.
Vereador também acionou o Ministério Público
O vereador Da Costa do Perdeu Piá protocolou o pedido de cassação contra a parlamentar do Psol e acionou o Ministério Público do Paraná.
“Porquê fui policial militar, vi de perto o que as drogas fazem na vida das pessoas: famílias destruídas, vidas perdidas e muito sofrimento”, afirmou o parlamentar ao jornal Filarmónica B. “Ver uma silabário que ensina pessoas a usar drogas sendo distribuída dentro da Câmara Municipal de Curitiba… Isso eu não posso concordar.”
De concordância com o vereador, a parlamentar do Psol extrapolou todos limites com a distribuição do material.
Vereadora do Psol nega apologia às drogas
Em resposta, Professora Angela defendeu o evento e disse que o teor do panfleto está relacionado à redução de danos, não à promoção das drogas.
“Não é, em hipótese alguma, um incentivo ao uso de drogas, mas uma política adotada em diversos países para proteger quem já faz uso”, afirmou. “Se qualquer um ler corretamente o material, vai ver que ele é um material de redução de danos para quem já é usuário.”
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Pelas redes sociais, a vereadora lançou uma campanha em resguardo do seu procuração.
Por meio da sua assessoria, Professora Angela disse que utilizou recursos próprios para confeccionar os panfletos e que a Câmara não disponibiliza verba de gabinete para esse termo.
Posicionamento da Câmara
Em expedido divulgado nesta quarta-feira 6, a CMC declarou que não apoia qualquer exposição que possa ser interpretado uma vez que apologia ao uso de drogas ou incentivo a práticas ilícitas.
A nota ressaltou a preço de respeitar a legislação e os princípios éticos na atuação dos agentes públicos, afirmando que “eventuais excessos ou distorções serão analisados com a devida seriedade, à luz do Regimento Interno e da legislação vigente.”
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