Discussões internas no Partido dos Trabalhadores (PT) prometem intensificar o tom contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e contra o que o partido classifica uma vez que “ações golpistas da extrema direita”.
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Por isso, durante o encontro pátrio previsto para o próximo final de semana, em Brasília, a legenda deve assinar um texto que reflete esse posicionamento mais incisivo. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.
A proposta em debate tem origem na fluente Construindo um Novo Brasil, que lidera o partido há duas décadas e saiu fortalecida da última eleição interna. O texto, divulgado em maio, passou por atualizações depois de episódios uma vez que o aumento do IOF, a resguardo da taxação dos mais ricos e o agravamento da relação de Luiz Inácio Lula da Silva com Trump.
Avaliação do PT sobre cenário político
Alberto Cantalice, dirigente responsável pelas emendas, explicou que o partido precisou reavaliar o teor diante dos fatos recentes. Porém, manteve a origem do documento. “De lá para cá o cenário mudou muito, a gente fez uma reavaliação, mas mantendo a espinha dorsal do texto”, afirmou Cantalice.
Na avaliação do dirigente, o progressão das políticas de Trump incentivou movimentos semelhantes no Brasil, sobretudo entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o PT, essa lance exige uma postura mais dura na pré-campanha eleitoral, que deve mesmo ter Luiz Inácio Lula da Silva uma vez que candidato à reeleição.
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Entre as prioridades do texto está a resguardo da “taxação BBB” — referência da {sigla} a bilionários, bancos e apostas esportivas (bets). O tema, que ganhou destaque nas redes sociais do partido por meio de campanhas com lucidez sintético, tem o objetivo de substanciar a bandeira do que chamam de justiça tributária, principalmente sobre grandes fortunas.
Cantalice destacou que o documento manterá três eixos centrais: pedestal ao governo Lula em temas internacionais, suporte à política econômica do ministro da Herdade, Fernando Haddad, e procura de alianças pontuais com setores do meio, para enfrentar a direita. Correntes menores sugerem emendas que apontam críticas à economia e defendem alianças mais à esquerda, mas a expectativa é que sejam rejeitadas durante a votação.
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