Durante sessão do Supremo Tribunal Federalista (STF) realizada nesta quarta-feira, 16 de julho, o ministro Alexandre de Moraes anunciou que enviará um ofício ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para informá-lo formalmente sobre declarações feitas pelo legisperito Jeffrey Chiquini — protector de Filipe Martins, ex-assessor peculiar da Presidência da República.
Segundo Chiquini, há indícios de que Tarcísio teria participado de uma reunião no Palácio da Alvorada em 2022, na qual teria sido discutida uma suposta “minuta golpista”. A asseveração baseia-se em registros de ingresso que indicam a presença de Tarcísio e de Filipe Martins no Alvorada no mesmo dia, com horários próximos de ingresso.
Moraes reage com cautela
Apesar da sisudez da alegado, Alexandre de Moraes fez questão de deixar simples que Tarcísio não é investigado no processo e tratou as declarações do legisperito uma vez que insinuações ainda sem respaldo em provas concretas.
“Eu já estou oficiando o governador Tarcísio para informar das suas acusações”, declarou Moraes durante a sessão. “Essas insinuações precisam ser formalmente comunicadas às pessoas mencionadas, mesmo que não haja sinal formal de envolvimento.”
A citação ocorreu no contexto da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado depois as eleições de 2022, processo que apura a existência de articulações para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Filipe Martins, coligado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, é um dos alvos centrais da apuração conduzida pelo STF.
Repercussão e posicionamento
Até o momento, o governador Tarcísio de Freitas não se pronunciou publicamente sobre o ofício anunciado por Moraes. Nos bastidores, aliados do governador classificam a menção uma vez que “infundada” e politicamente motivada. Eles destacam que Tarcísio, logo ministro da Infraestrutura, teria ido ao Alvorada em compromissos oficiais, e não para tratar de assuntos golpistas.
A expectativa é que, ao receber o ofício, Tarcísio possa prestar esclarecimentos voluntariamente, caso considere necessário, ou unicamente tome ciência da menção feita nos autos. Não há, até o momento, nenhuma solicitação de prova nem rombo de investigação específica contra ele.
O incidente adiciona mais tensão ao cenário político, sobretudo diante das investigações que avançam sobre os bastidores da tentativa de ruptura institucional no termo de 2022 — e tal qual alcance pode afetar quadros políticos hoje em posições de destaque, inclusive governadores.
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