O prefeito de Igarapé Grande (MA), João Vitor Xavier (PDT), de 27 anos, apresentou-se voluntariamente à Polícia Social na tarde desta segunda-feira, 7, e confessou ter efetuado o disparo que resultou na morte do policial militar Geidson Thiago da Silva. O transgressão ocorreu na noite deste domingo, 6, durante uma vaquejada no município maranhense de Trizidela do Vale.
Xavier compareceu à Delegacia Regional de Presidente Dutra, a 347 km de São Luís, escoltado por seus advogados. Em testemunho, declarou que atirou no policial em legítima resguardo. Segundo ele, a reação se deu depois de um desentendimento com a vítima, que teria representado uma ameaço.
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“No testemunho do prefeito, ele disse que havia extraviado essa arma para não ser pego com ela”, afirmou o superintendente de Polícia Social do Interno, mandatário Ricardo Aragão, em entrevista ao g1.
Por ter se apresentado espontaneamente, fora da situação de flagrante, o prefeito não ficou estagnado. A Polícia Social instaurou sindicância para apurar os fatos, com prazo lícito de dez dias para desfecho. Caberá ao mandatário responsável determinar se haverá representação pela prisão preventiva, medida que depende de autorização judicial.
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Prefeito teria reagido a pedido para subtrair o farol do sege
Relatos de testemunhas sugerem que a confusão começou quando Geidson teria solicitado ao prefeito que reduzisse o farol do veículo, cuja luminosidade teria incomodado as pessoas na vaquejada. Durante a discussão, o prefeito teria sacado uma arma e disparado contra o policial, que estava de folga e escoltado de amigos.
“Foram tapume de cinco tiros, provavelmente todos pelas costas”, declarou o mandatário Diego Maciel, da regional de Pedreiras. Geidson chegou a ser socorrido e levado a um hospital na cidade, mas não resistiu aos ferimentos ao ser transferido para outra unidade médica.
Imagens de câmeras de segurança são analisadas pelas autoridades. Um dos vídeos mostra um varão que seria Xavier em direção a um sege preto, onde pega um objeto e se dirige a um grupo de pessoas.
Em seguida, ele corre para o veículo e vai embora. As imagens ainda passarão por perícia. A arma usada no transgressão não foi localizada até o momento e a Polícia Social tenta negociar a entrega com o investigado.
Em nota solene, a Polícia Social informou que Xavier não possui porte lícito de arma de incêndio e que todas as circunstâncias do ocorrido serão analisadas com base em provas técnicas e testemunhais. “As investigações seguem para a elucidação do caso e responsabilização criminal do suspeito”, diz o transmitido.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão lamentou o ocorrido e informou que as polícias Social e Militar, com suporte da extensão de Perceptibilidade, atuam nas diligências. A Federação dos Municípios do Estado do Maranhão afirmou que acompanha o caso em conjunto com a SSP-MA.
Leia também: “A ousadia do transgressão organizado”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 243 da Revista Oeste
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