O rancho em Indaiatuba (SP) que recentemente registrou a morte de 35 cavalos, depois do consumo de ração contaminada, estima prejuízos de R$ 2 milhões. O valor inclui perdas com os animais, gastos com medicamentos e atendimento veterinário. Ou por outra, calcula-se o impacto sobre o fluxo de trabalho da propriedade. Os exames laboratoriais detectaram na ração uma substância tóxica que afeta fígado, rins e cérebro dos equinos.
Antes da tragédia, o sítio abrigava 105 cavalos. Hoje, são 52, considerando principalmente as mortes e as transferências de vários animais. Conforme balanço do Ministério da Lavra e Pecuária (Planta), 222 equinos morreram em todo o país depois de ingerirem rações da empresa Nutratta Nutrição Bicho. Outras 195 mortes de cavalos seguem sob investigação.
Rancho perde bicho de estimação
Entre os animais mortos está a potra Tocata, de 9 anos, da raça Mangalarga Marchador, que tinha grande valor sentimental para a família do engenheiro de produção Paulo, possuidor do rancho. Segundo o site g1, foi com ela que sua filha mais novidade, Lorena, participou da romaria até a Basílica de Aparecida em 2024. Paulo conta que a rapariga aprendeu a montar e, assim, conduzir animais com outro cavalo da família, o Mustang, hoje com 27 anos. Ela, todavia, havia se seduzido principalmente por Tocata.
A primeira notificação de morte de equinos associada ao consumo de rações da Nutratta foi registrada pela ouvidoria do Planta em 26 de maio de 2025. Em junho, o Governo Federalista proibiu a venda de qualquer resultado da empresa para uso bicho. Desde portanto, a Fiscalização Federalista Agropecuária realiza apurações nos locais onde houve relatos de adoecimento ou morte. Até até o início deste mês de julho, os casos têm sido associados ao consumo das rações da marca investigada.
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