Nesta quinta-feira, 10 de abril, o Congresso Pátrio foi palco de um confronto: indígenas do Acampamento Terreno Livre tentaram subir a rampa do Legislativo e foram recebidos com gás lacrimogêneo, balas de borracha e bombas de efeito moral. Em reação, lançaram flechas contra a polícia.
Mais de 6 milénio indígenas, liderados pela Fala dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), participaram da mobilização pela derrubada do Marco Temporal. O protesto teve o pedestal de ONGs uma vez que o Fundo Brasil de Direitos Humanos, Fundo Indígena da Amazônia (Podáali), MST e do PSOL.
Indígenas romperam cercas de contenção, avançaram sobre a dimensão de segurança do Congresso e reagiram com arcos e flechas ao enfrentamento da polícia. A confusão envolveu a Polícia Legislativa e a PM do Região Federalista. Ainda assim, a cobertura da prelo e a reação de autoridades tratam o incidente uma vez que uma “sentença legítima de resistência”.
A deputada federalista Célia Xakriabá (PSOL-MG), uma das líderes do movimento, foi atingida por gás lacrimogêneo durante o protesto. A deputada classificou a ação policial uma vez que desproporcional e violenta, destacando que a sintoma era pacífica e que os manifestantes foram recebidos com extrema violência pelas forças que deveriam protegê-los.
Em janeiro de 2023, manifestantes conservadores também ocuparam a Esplanada — muitos sequer invadiram os prédios dos Três Poderes — e foram rotulados de “terroristas” e “golpistas”. Milhares foram presos, mantidos em celas sem julgamento, acusados de golpe de Estado. Muitos continuam detidos ou já foram condenados a até 17 anos de prisão, mesmo sem terem cometido violação qualquer, exclusivamente por estarem no sítio falso, na hora errada, com a bandeira errada.
Se o protesto vem da esquerda, mesmo com confronto e ataque às forças de segurança, a narrativa é de “legítima luta por direitos”. Mas se vem da direita, ainda que pacífico, vira “tentativa de golpe” e violação contra a democracia.
Oriente incidente não é exclusivamente um confronto entre indígenas e polícia. É o retrato escancarado da hipocrisia institucional, da manipulação ideológica e da falência de um sistema que se diz “democrático”.
🚨URGENTE – Dep Célia Xakriabá, do PSOL, era uma das indígenas que invadiram a terreiro dos três poderes e entraram em combate com a Polícia Legislativa, nessa noite
“Eu sou deputada, por que você jogou spray de pimenta em mim? (…) Eu sou deputada, meu olho está morrendo de dor” pic.twitter.com/6DsHPVApgw
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) April 11, 2025
Karina Michelin. Jornalista. Jornal da cidade
🔗 Siga o Jornal nas redes sociais:
https://www.jornalbrasilonline.com.br/2025/04/flechas-de-indios-contra-policiais-e.html/Natividade/Créditos -> JORNAL BRASIL ONLINE




