Em um exposição inflamado, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) chamou atenção nesta semana ao transpor em resguardo do ex-presidente Jair Bolsonaro, negando que tenha havido qualquer tentativa de golpe de Estado. A fala do parlamentar mineiro vem em meio ao acirramento das investigações e julgamentos que envolvem aliados do ex-presidente, além do próprio Bolsonaro.
Cleitinho foi direto ao ponto: “Muito político tem que lavar a boca para falar do Bolsonaro”, declarou. Ele ainda reforçou sua crédito no ex-presidente e classificou as acusações de tentativa de golpe uma vez que uma farsa.
“Se Deus transfixar a capivara de cada político, muitos vão direto pro inferno”
A frase que mais repercutiu em seu exposição foi a semelhança usada para criticar o comportamento de segmento da classe política brasileira. “Se Deus descer do firmamento e transfixar a capivara de cada político desse Brasil cá, muitos nem vão virar réu e vão direto para o inferno”, disparou.
A enunciação foi vista uma vez que um recado duro não só à oposição, mas também à escol política do país de modo universal, apontando o que ele considera uma hipocrisia generalizada entre aqueles que acusam Bolsonaro.
Segundo Cleitinho, muitos dos que hoje apontam o dedo para Bolsonaro têm um histórico muito mais sujo e deveriam ser os primeiros a serem investigados. Para o senador, existe uma seletividade no tratamento oferecido aos políticos, dependendo do lado em que estão no espectro político.
Críticas a Lula: “Cadê a memória desse povo?”
O senador não parou por aí. Em seu exposição, fez questão de lembrar escândalos e denúncias de prevaricação que marcaram os mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva. “O presidente atual tem um pretérito referto de irregularidades. Tem denúncia de todo tipo. Cadê a memória desse povo?”, questionou.
Ele ainda ironizou o vestuário de alguns dos ministros do Supremo Tribunal Federalista (STF), que hoje julgam casos relacionados a Bolsonaro, terem sido indicados pelo próprio Lula. “Que justiça é essa em que o juiz foi nomeado por um dos lados? Uma vez que pode isso ser justo?”, indagou.
Julgamento de Bolsonaro: “Palhaçada que virou esse país!”
Para Cleitinho, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro é totalmente político. Ele classificou o processo uma vez que uma “palhaçada”, uma tentativa de tirar de cena uma figura que ainda tem grande base popular.
“Foi um julgamento político. Uma palhaçada que virou esse país! Se prender Bolsonaro, vai parar o Brasil”, afirmou com fé. A frase ecoou entre seus apoiadores e repercutiu fortemente nas redes sociais.
Cleitinho acredita que, ao estrebuchar Bolsonaro, setores do poder buscam desacreditar toda uma base política conservadora e de direita, que representa milhões de brasileiros.
Prisão perpétua para corruptos: “Mexeu no numerário público, tem que apodrecer na enxovia!”
O senador também aproveitou o espaço para tutelar uma proposta antiga: a geração da prisão perpétua para quem desviar numerário público. Segundo ele, não há punição proporcional ao dano causado ao povo.
“Mexeu no numerário da saúde, da instrução, da segurança… tem que apodrecer na enxovia!”, disse com firmeza. Cleitinho acredita que somente com punições duras será verosímil mudar a cultura de prevaricação que, segundo ele, está enraizada na política pátrio.
Ele ainda lembrou que muitos dos desvios de verba afetam diretamente a população mais pobre, que depende dos serviços públicos para sobreviver. “Enquanto político rouba bilhões, tem mãe chorando porque o fruto morreu esperando uma vaga no hospital”, pontuou.
“Não sou bolsonarista, sou brasílico!”
Apesar de sua resguardo firme ao ex-presidente, Cleitinho fez questão de manifestar que não se trata de idolatria política. “Eu não sou bolsonarista, eu sou brasílico. Mas o que estão fazendo com ele é pusilanimidade”, declarou.
Para o senador, o importante é tutelar a verdade e combater a injustiça, seja contra quem for. “Não estou cá para passar tecido para ninguém. Mas também não vou admitir ver um varão sendo destruído só porque pensa dissemelhante da escol do poder”, completou.
Apelo à população: “O povo tem que estipular”
Cleitinho finalizou seu exposição com um apelo direto ao povo brasílico. Para ele, é necessário que a população abra os olhos e entenda que está sendo manipulada por interesses maiores.
“O povo precisa estipular. O Brasil não pode continuar sendo comandado por meia dúzia de poderosos que querem controlar tudo”, disse. Ele acredita que a única forma de mudar o país é através do voto consciente e da pressão popular sobre os políticos.
Repercussão nas redes e entre os senadores
Posteriormente o exposição, as redes sociais fervilharam com trechos das falas do senador. Muitos internautas o aplaudiram por “falar o que ninguém tem coragem”, enquanto outros o criticaram por “tutelar o indefensável”.
No Senado, as reações foram mistas. Alguns colegas parabenizaram Cleitinho pela coragem, enquanto outros preferiram o silêncio. Nos bastidores, comenta-se que o exposição pode ter fortalecido ainda mais sua base política em Minas Gerais e em outros estados onde o bolsonarismo ainda é possante.
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