Nesta sexta-feira (04/04), os mercados financeiros ao volta do mundo viveram um verdadeiro colapso. Em uma das sessões mais tensas dos últimos anos, o dólar mercantil disparou 3,68%, encerrando o dia cotado a R$ 5,83, sua maior subida diária desde 2022. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), despencou 2,96%, fechando aos 127.256 pontos, em meio ao crescente temor de uma recessão global.
O gatilho para a turbulência nos mercados foi o início de uma guerra mercantil oportunidade entre os Estados Unidos e a China. Na quinta-feira (03/04), o presidente americano Donald Trump anunciou novas tarifas sobre produtos importados, com alíquotas que vão de 10% (inclusive para o Brasil) a quase 50%. Em resposta imediata, nesta sexta, o governo chinês declarou retaliação com sobretaxas de 34% sobre produtos americanos.
Essa escalada nas tensões comerciais gerou um efeito dominó nos mercados globais, provocando potente aversão ao risco e uma corrida dos investidores para ativos considerados mais seguros, uma vez que o dólar e os títulos do Tesouro norte-americano.
Impacto nos mercados globais
As Bolsas da Ásia foram as primeiras a sentir o baque. O índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, caiu 2,75%, atingindo seu menor patamar em oito meses. Na China, o Xangai Constituído registrou queda de 0,28%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 0,86%.
Na Europa, o cenário não foi dissemelhante. O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 grandes empresas do continente, fechou com desvalorização de 5,1%. Em Londres, o FTSE 100 caiu 4,95%; em Frankfurt, o índice DAX teve a mesma queda percentual.
Nos Estados Unidos, os principais índices também sofreram perdas expressivas: o Dow Jones recuou 3,74%, o S&P 500 caiu 4,33% e a Nasdaq, fortemente concentrada em ações de tecnologia, perdeu 4,26%.
Dólar em subida e Ibovespa em queda
No Brasil, o cenário foi de pânico generalizado. Com a disparada do dólar, analistas já alertam para o impacto inflacionário, já que muitos produtos e insumos são cotados na moeda americana. A subida do dólar também pressiona os custos de importação e pode dificultar a política monetária do Banco Medial, que tenta controlar a inflação sem sacrificar o propagação econômico.
Segundo Emerson Vieira Junior, profissional da mesa de câmbio da Convexa Investimentos, a subida abrupta da moeda americana reflete o movimento dos investidores em procura de proteção. “Houve uma fuga dos ativos de risco. A Bolsa caiu e o dólar subiu porque o mercado teme que a guerra mercantil ligeiro a uma estagflação global, com inflação subida e propagação fraco”, explicou.
O presidente do Federalista Reserve (Fed), Jerome Powell, reforçou esse temor em exposição na tarde desta sexta-feira, ao declarar que as tarifas impostas por Trump podem levar a um cenário de inflação pressionada e atividade econômica enfraquecida.
Setores mais afetados
Dentro do Ibovespa, os setores mais impactados foram os ligados às commodities e ao petróleo. Empresas uma vez que Prio, PetroReconcavo e Brava Robustez registraram quedas acentuadas, refletindo o temor de queda na demanda global por vigor.
Por outro lado, alguns papéis conseguiram evadir da sangria. O Carrefour liderou as altas do dia, impulsionado por notícias sobre deslistagem e troca de ações. A Minerva Foods e a SLC Agrícola também fecharam no azul, com analistas destacando que a guerra mercantil pode transfixar espaço para exportações brasileiras de mesocarpo e grãos, em função da menor competitividade dos produtos americanos.
Alerta para os investidores
Com a cotação do dólar se aproximando dos R$ 6,00, os investidores estão cautelosos. O Brasil, embora geograficamente distante do embate entre EUA e China, não está imune aos seus efeitos, já que depende do transacção exterior, do fluxo de capitais e da segurança cambial para sustentar o propagação econômico.
A tensão entre as duas maiores potências econômicas do mundo deve continuar ditando o humor dos mercados nas próximas semanas. A expectativa é que a União Europeia também adote medidas retaliatórias, o que pode aprofundar ainda mais a instabilidade.
Diante desse cenário, especialistas recomendam diversificação de investimentos, foco em ativos mais conservadores e atenção redobrada às decisões de política monetária, principalmente do Federalista Reserve e do Banco Medial do Brasil.
O que se vê, por enquanto, é um cenário de incerteza elevada, com o risco de recessão global se tornando cada vez mais real. Para o investidor brasílico, a vocábulo de ordem é prudência — e olhos muito abertos para o comportamento do dólar, da Bolsa de Valores e das principais economias globais.
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