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Em entrevista ao Pleno.News, Luís Pablo contou uma vez que tomou conhecimento da repercussão internacional de seu caso:
– O Capelli me ligou um dia antes pra perguntar uma vez que estava meu caso. Eu falei pra ele. No dia seguinte ele publicou a reportagem. Eu tomei um susto, não imaginei essa proporção. Liguei pra ele pra perguntar uma vez que surgiu essa tarifa. Ele me disse que entrou em contato com eles (do governo do EUA) pra perguntar sobre a Lei Magnitsky contra Moraes. Aí o pessoal do governo informou que o Trump está analisando enquadrar o ministro novamente na lei e que tocaram no meu caso de forma espontânea. Disseram que o governo está escoltado o caso do jornalista que foi alguma coisa de Moraes. Foi mal surgiu essa tarifa.
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Origem da investigação: reportagem sobre Flávio Dino
Tudo começou com uma reportagem publicada por Luís Pablo sobre o suposto uso de sege solene do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino. A partir dessa publicação, Moraes autorizou, em março deste ano, uma operação da Polícia Federalista na residência do jornalista, apontando indícios do delito de perseguição.
Na operação, agentes da PF apreenderam dois celulares, um MacBook e um HD extrínseco pertencentes ao participador. Posteriormente, Moraes autorizou a restituição dos equipamentos em seguida a extração dos dados armazenados.
Equipamentos ainda não foram totalmente devolvidos
Luís Pablo informou ao Pleno.News que segue aguardando a restituição de secção dos aparelhos apreendidos:
– Ainda não pegou os equipamentos. O MacBook e HD extrínseco estão cá, em São Luís (MA). Os dois celulares estão em Belém (PA). Encaminharam os celulares via os Correios pra cá. Eu estou aguardando. Sobre meu processo estou esperando o relatório final da PF para saber se seria denunciado ou não. Aí depois veio o parecer da PGR e a decisão do ministro Moraes – disse o jornalista ao Pleno.News.
Decisão de Moraes cita atentado contra liberdade individual
Na decisão que fundamentou a operação, Moraes afirmou que o participador atentou “contra a liberdade individual e pessoal de ministro do Supremo Tribunal Federalista”. O ministro mencionou suposto aproximação a informações sensíveis, além de indícios de monitoramento e séquito de veículo utilizado por Flávio Dino.
Verosímil inclusão do caso em dossiê contra Moraes
Fontes ligadas ao governo americano indicam que, nos Estados Unidos, existe o entendimento de que jornalistas podem responder judicialmente por conteúdos publicados. Porém, a buraco de interrogatório por perseguição e a realização de procura e mortificação na mansão de um profissional de prelo despertaram atenção peculiar em Washington.
Segundo interlocutores, a investigação conduzida por Moraes pode ser anexada a outras denúncias envolvendo supostos abusos atribuídos ao ministro. Ainda assim, não há prazo definido para uma eventual retomada das sanções previstas na Lei Magnitsky.
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https://www.contrafatos.com.br/eua-entram-no-caso-de-jornalista-maranhense-sancoes-contra-moraes-podem-voltar//Nascente/Créditos -> CONTRA FATOS
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