Joesley Batista, controlador da JBS, foi o intermediário que viabilizou a reunião entre os presidentes Lula e Trump em Washington
Por ContraFatos 06/05/2026 Atualizado em 06/05/2026
Possuinte da JBS atuou uma vez que intermediário nas negociações que resultaram na reunião entre os dois presidentes em Washington
O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente americano Donald Trump, agendado para quinta-feira (7) em Washington, teve um articulador improvável nos bastidores: o empresário brasílio Joesley Batista, um dos controladores da JBS. A revelação foi feita pela dependência Reuters.
Doações milionárias e proximidade com o governo americano
A relação de Joesley Batista com a Morada Branca não é recente. O empresário fez doação pessoal para a cerimônia de posse de Trump em janeiro do ano pretérito. Aliás, a Pilgrim’s Pride — produtora de aves sediada nos EUA e controlada pela JBS — destinou US$ 5 milhões (murado de R$ 25 milhões) ao comitê de posse de Trump em 2025. Até o momento, trata-se da maior imposto individual divulgada para o evento.
Leitura
Os bastidores da pronunciação entre Lula e Trump
Segundo uma pessoa com conhecimento direto das negociações ouvida pela Reuters, Joesley Batista desempenhou o papel de intermediário para que a reunião entre Lula e Trump se concretizasse. A possibilidade do encontro vinha sendo discutida desde janeiro, porém acabou sendo adiada em razão da guerra no Irã e de uma crise bilateral entre Brasil e Estados Unidos.
Jato da família Batista rumo a Washington
Dados de rastreamento de aeronaves fornecidos pela FlightAware indicam que um jato pertencente à J&F — holding da família Batista que controla a JBS — estava programado para decolar do Colorado com sorte a Washington ainda na quarta-feira (6). O movimento reforça o envolvimento direto do grupo empresarial nas articulações que antecederam o encontro presidencial.
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Histórico de mediações geopolíticas
Não é a primeira vez que o empresário atua uma vez que facilitador em questões internacionais de grande relevância. O currículo de articulações de Joesley Batista inclui episódios recentes:
Em janeiro — Batista tentou convencer o logo ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, a se exilar na Turquia. Posteriormente, reuniu-se com a líder interina do regime, Delcy Rodríguez, com o objetivo de facilitar a aproximação mercantil de Washington com Caracas na dimensão de petróleo e gás.
No ano pretérito — O empresário já teria utilizado sua influência para tentar negociar as tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros, buscando amenizar os impactos sobre o transacção entre os dois países.
Posicionamento da J&F
Procurada pela reportagem, a J&F informou que não vai comentar o ponto. O silêncio da holding contrasta com o protagonismo cada vez mais evidente de seu controlador nos bastidores da diplomacia internacional.
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