Nesta sexta-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), oficializou o início da realização das penas de cinco figuras centrais do governo anterior. A decisão ocorre posteriormente o trânsito em julgado do processo que investigou a chamada “trama golpista”, de quem julgamento de valor havia sido encerrado em dezembro de 2025.
Com a repudiação dos últimos recursos das defesas, os réus — que em alguns casos já cumpriam prisão preventiva — passam agora à quesito de presos definitivos.
As penas aplicadas
O tribunal estabeleceu punições rigorosas, com a maioria dos condenados iniciando o cumprimento em regime fechado. Confira os detalhes:
Gen. Mário Fernandes (Ex-Secretaria-Universal): 26 anos e seis meses de reclusão.
Silvinei Vasques (Ex-diretor da PRF): 24 anos e seis meses de reclusão.
Filipe Martins (Ex-assessor internacional): 21 anos de reclusão.
Marcelo Costa Câmara (Ex-assessor da Presidência): 21 anos de reclusão.
Marília Alencar (Ex-Ministério da Justiça): 8 anos e seis meses de reclusão.
Além do tempo de prisão, os condenados foram sentenciados ao pagamento de dias-multa, fixados em um salário mínimo por dia, totalizando valores expressivos para cada réu.
Acusações e Resguardo
Os réus foram condenados por um conjunto de cinco crimes previstos no Código Penal:
Tentativa de extermínio do Estado Democrático de Recta;
Golpe de Estado;
Organização criminosa armada;
Dano qualificado;
Deterioração de patrimônio tombado.
Ao longo do processo, as defesas argumentaram sistematicamente a exiguidade de provas materiais e questionaram a cultura dos réus para executar as ações narradas pela Procuradoria-Universal da República (PGR). Os advogados alegaram ainda que as condenações basearam-se em “narrativas fantasiosas”, porém as teses foram refutadas pela maioria do plenário do STF.
Contexto Político
A movimentação de Moraes ocorre em um momento de subida tensão em Brasília, coincidindo com outros desdobramentos jurídicos, uma vez que o progressão de investigações envolvendo o setor bancário e a própria atuação da Polícia Federalista em novos inquéritos.
Para a oposição, as prisões são vistas uma vez que um endurecimento da “perseguição política”, enquanto para o STF, trata-se da desenlace de uma lanço fundamental para a preservação das instituições democráticas brasileiras.
Nota: A decisão marca o fecho jurídico de um dos capítulos mais polêmicos da história recente do Judiciário brasílio, transformando as detenções temporárias em penas definitivas de longa duração.
O post STF formaliza prisão definitiva de ex-membros do governo Bolsonaro por “trama golpista” apareceu primeiro em Partido Brasil.
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