Decano do STF considerou o momento inadequado para debater conduta dos ministros e sugeriu até renomear a investigação
A proposta de geração de um Código de Moral para o Supremo Tribunal Federalista (STF) gerou um novo embate público entre ministros da Galanteio. O decano Gilmar Mendes declarou nesta sexta-feira, 24, que o presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, conduziu mal a iniciativa ao apresentá-la neste momento. A avaliação foi feita em entrevista ao meio CNN Brasil.
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Partilha no STF sobre a proposta de Cármen Lúcia
Quem está primeiro da elaboração do documento é a ministra Cármen Lúcia. A Galanteio, no entanto, encontra-se rachada: há ministros que apoiam parcialmente a teoria e outros que se opõem por completo à redação de um código de conduta interno.
Gilmar Mendes fez questão de ponderar que não se coloca contra a existência do instrumento em si. “Ninguém é contra Código de Moral”, afirmou. O ponto médio de sua sátira recai sobre o momento escolhido para levar o tema à tarifa. “A questão cá é a oportunidade do debate que a questão se colocou”, disse.
Para o decano, a forma porquê Fachin encaminhou a discussão desrespeitou a lógica coletiva do tribunal. “É um padrão de colegiado, é preciso respeitar”, declarou. “Fachin conduziu mal, e foi isso a reação [dos colegas ministros].”
Resguardo enfática do Sindicância das Fake News
Questionado a reverência da manutenção do Sindicância das Fake News ao longo de sete anos, Gilmar Mendes saiu em resguardo da perpetuidade das investigações. Na visão do ministro, a instauração do procedimento ocorreu em circunstâncias muito particulares de atuação institucional do STF.
“O Ministério Público era de Janot, de Deltan Dallagnol”, recordou. “Esse grupo que muitas vezes produzia notícias contra os ministros do Supremo. Eles eram os autores das fake news.”
O decano também mencionou a existência, à era, de um suposto “gabinete do ódio” que teria operado dentro do governo federalista. Mesmo reconhecendo que o cenário político mudou, Gilmar sustentou que as notícias falsas e os métodos utilizados para disseminá-las permanecem inalterados.
Novo nome para o questionário?
Indo além da resguardo do procedimento, o ministro chegou a propor uma mudança na nomenclatura da investigação. “Talvez o nome seja inoportuno: é o Sindicância da Resguardo da Democracia”, afirmou.
Recentemente, Gilmar Mendes solicitou a inclusão do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) no questionário que está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. O pedido reforça a disposição do decano em ampliar o alcance das apurações conduzidas pelo STF.
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