Lula diz que extremismo segue vivo, cita prisão de Bolsonaro e comenta cenário eleitoral de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado, 18 de abril de 2026, que o extremismo continua ativo no Brasil e deverá voltar a disputar a eleição presidencial. A enunciação foi dada durante agenda solene em Barcelona, na Espanha, onde o petista participou de encontros ligados à resguardo da democracia e à fala de lideranças progressistas.
Ao falar sobre o cenário político brasílio, Lula citou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e a pena relacionada à tentativa de golpe de Estado. Sem mencionar diretamente o nome de Flávio Bolsonaro, o presidente afirmou que, mesmo posteriormente a guia do que chamou de extremismo, esse campo político permanece vivo e deve voltar ao núcleo da disputa eleitoral.
A fala ocorre em um momento de potente polarização e de indefinição na corrida presidencial. Pesquisa Datafolha divulgada em abril mostra Lula com 39% das intenções de voto no primeiro vez, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 35%. Em um eventual segundo vez, o senador surge numericamente avante, com 46% contra 45% do atual presidente, mas dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico.
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Durante o evento na Espanha, Lula também voltou a adotar um oração crítico em relação às instituições internacionais. O presidente defendeu o multilateralismo, cobrou mudanças na estrutura da Organização das Nações Unidas e criticou os membros permanentes do Juízo de Segurança, afirmando que o organização deixou de satisfazer o papel para o qual foi criado posteriormente a Segunda Guerra Mundial.
Na mesma risca, Lula declarou que os países com assento permanente no Juízo de Segurança se transformaram em “senhores da guerra”, ao invés de atuarem porquê garantidores da tranquilidade mundial. Ele também citou a incapacidade da ONU de asseverar avanços concretos na questão palestina, reforçando o tom de cobrança diplomática em sua passagem pela Europa.
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