Varão cumpria fuga para evitar pena em seguida pena pelo STF por depredação dos Três Poderes
Um brasiliano sentenciado pelos atos de 8 de janeiro morreu na Argentina em seguida transpor do país para não executar a pena imposta pela Justiça. A informação foi divulgada por uma associação de familiares e vítimas dos ataques.
Trata-se de José Éder Lisboa, sentenciado pelo Supremo Tribunal Federalista a 14 anos e seis meses de prisão por participação na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Doença e internação antes da morte
Segundo a entidade que divulgou o caso, Lisboa estava vivendo na Argentina e chegou a ser internado em seguida adoecer. Ele permaneceu alguns dias hospitalizado, mas não resistiu.
A justificação da morte não foi informada até o momento.
Pena por crimes contra o Estado democrático
Lisboa foi sentenciado por uma série de crimes relacionados aos ataques, entre eles:
- Derrogação violenta do Estado Democrático de Recta
- Tentativa de golpe de Estado
- Dano qualificado
- Associação criminosa armada
Ele estava entre os réus que receberam penas mais elevadas no conjunto de julgamentos realizados pelo STF sobre o caso.
Prisão, monitoramento e fuga
Em seguida os atos, em 2023, Lisboa chegou a ser recluso em flagrante. Posteriormente, foi liberado sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.
No entanto, em 2024, houve registro de violação do equipamento. A partir disso, ele deixou o Brasil e passou a ser considerado fugido, fixando residência no país vizinho.
Resguardo apresentada pelo sentenciado
Em testemunho, Lisboa afirmou que esteve em Brasília para participar de uma revelação de “suporte ao combate à depravação”.
Ele também declarou: “não atentou contra o patrimônio público, não danificou absolutamente zero nem contribuiu para as invasões na Rossio dos Três Poderes”.
Mais de 800 condenados
Até agora, o STF já condenou mais de 800 pessoas pelos atos de 8 de janeiro. As penas aplicadas variam de dois a 27 anos de prisão, conforme a seriedade das condutas atribuídas a cada réu.
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