CPMI do INSS rejeita relatório e livra Lulinha de indiciamento
Em seguida mais de 16 horas de debates, a Percentagem Parlamentar Mista de Questionário (CPMI) do INSS rejeitou, na madrugada deste sábado (28), o parecer do relator Alfredo Gaspar. O placar foi de 19 votos contrários e 12 favoráveis, consolidando uma vitória estratégica da base governista.
O relatório, com mais de 4 milénio páginas, propunha o indiciamento de 216 pessoas. Entre os citados estava Fábio Luís Lula da Silva, sabido uma vez que Lulinha, fruto mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Governo mobiliza aliados para barrar relatório
Para prometer a repudiação do parecer, o governo articulou uma operação de última hora. O senador Jacques Wagner viajou de Salvador para Brasília para participar da votação. Já o ministro da Lavoura, Carlos Fávaro, foi exonerado temporariamente do incumbência para reassumir sua cadeira no Senado.
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A movimentação foi decisiva para modificar o estabilidade de forças dentro da percentagem e impedir a aprovação do relatório.
Relatório pedia prisão preventiva de Lulinha
O texto elaborado por Alfredo Gaspar sugeria, além do indiciamento, a prisão preventiva de Lulinha. A justificativa apresentada era o risco de fuga, já que ele atualmente reside na Espanha.
O documento também incluía nomes uma vez que o banqueiro Daniel Vorcaro, o senador Weverton Rocha, além dos deputados Euclydes Pettersen e Gorete Pereira, entre outros envolvidos.
Ministros do STF também foram citados
O relatório mencionava ainda possíveis irregularidades envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federalista. Foram citados Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, com recomendação de investigação por suspeitas uma vez que tráfico de influência em relações com o setor financeiro.
Esquema bilionário e suspeita de lavagem de moeda
De concórdia com o parecer rejeitado, haveria uma rede composta por 41 empresas supostamente utilizadas para pagamento de propinas e lavagem de moeda. O volume financeiro investigado alcançaria muro de R$ 39 bilhões entre 2018 e 2025.
Relator apontou relação direta de Lulinha com lobista
Um dos pontos centrais do relatório foi a suposta relação entre Lulinha e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, sabido uma vez que “Careca do INSS”. O documento afirmava que o fruto do presidente não seria unicamente um sabido, mas alguém com papel ativo na facilitação de aproximação e verosímil sociedade oculta.
O relator atribuiu a Lulinha crimes uma vez que organização criminosa, devassidão passiva, lavagem de moeda e tráfico de influência.
Resguardo nega acusações
A resguardo de Lulinha contestou todas as acusações. Em nota, classificou a recomendação de indiciamento uma vez que uma ação de caráter político e eleitoral, negando qualquer envolvimento do empresário nas irregularidades investigadas.
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