A máquina implacável do Supremo Tribunal Federalista (STF), que não costuma poupar críticas à direita, sofreu um revés inesperado nesta semana. O ministro Cristiano Zanin pediu vista e interrompeu o julgamento que poderia transformar o pastor Silas Malafaia em réu, freando, ao menos temporariamente, a sanha punitivista do relator Alexandre de Moraes.
O processo, que tramita na Primeira Turma do STF e analisa acusações de injúria e calúnia contra o comandante do Tropa, general Tomás Paiva, é mais um capítulo da tentativa de amordaçar vozes conservadoras sob a frontispício de resguardo do “Estado de Recta”.
A “Milícia Do dedo” e a Força das Palavras
Uma vez que era de se esperar, o ministro Alexandre de Moraes já havia apresentado seu voto favorável à denúncia apresentada pela Procuradoria-Universal da República (PGR). Em sua argumentação, Moraes utilizou a já desgastada narrativa das “milícias digitais”, afirmando que as atitudes de Malafaia “assemelham-se, em acentuado intensidade, ao modus operandi da organização criminosa investigada no INQ 4.874/DF”.
A delação baseia-se no potente exposição feito por Malafaia na Avenida Paulista, em abril de 2024, durante o monumental ato em resguardo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, o pastor, exercendo seu recta à liberdade de sentença e sátira, cobrou postura dos oficiais das Forças Armadas.
“Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição”, disse Malafaia na idade.
Para a PGR de Paulo Gonet e para Moraes, cobrar “posição” de militares tornou-se sinônimo de delito.
O Teste de Fidelidade de Zanin
O pedido de vista de Cristiano Zanin levanta questionamentos nos bastidores de Brasília. Historicamente ligado ao presidente Lula, Zanin agora tem mais tempo para examinar os autos. A atitude foi vista por muitos analistas porquê um verdadeiro “teste de fidelidade”, onde o ministro terá que determinar se referenda o sindicância perpétuo de Moraes ou se impõe um limite à repreensão contra líderes religiosos e opositores políticos.
O julgamento, que estava previsto para terminar no dia 13 de março sob a tarifa incluída por Flávio Dino, agora segue sem data para ser retomado.
Enquanto a direita comemora o delonga de mais uma tentativa de silenciamento, o “sistema” tenta se reorganizar para dar o próximo bote. O Brasil acompanha de perto: a liberdade religiosa e de sentença de Silas Malafaia será a próxima vítima do ativismo judicial?
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