Márcia Lopes não discursou nem participou da foto inicial em cerimônia no Planalto
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou nesta quarta-feira (4), no Palácio do Planalto, uma cerimônia para anunciar um pacto pátrio de enfrentamento ao feminicídio. Apesar de a iniciativa ter sido organizada pelo Ministério das Mulheres, a titular da pasta, Márcia Lopes, não teve espaço para discursar durante o evento.
Além de não falar na solenidade, a ministra também ficou fora da primeira foto solene do ato, o que gerou questionamentos nos bastidores do governo e entre parlamentares presentes.
Versões divergentes sobre o oração
Segundo apuração do portal Metrópoles, a assessoria de Márcia Lopes afirmou inicialmente que estava previsto que a ministra discursasse. Posteriormente, a versão foi alterada: embora ela estivesse preparada para falar, teria sido informado que não havia previsão formal para sua sintoma no protocolo do evento.
A privação de fala da ministra chamou atenção mormente por se tratar de uma solenidade voltada ao combate à violência contra a mulher, tema mediano da pasta que ela comanda.
Autoridades que discursaram
Durante a cerimônia, discursaram exclusivamente autoridades do cimeira escalão dos Três Poderes. Falaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente do Supremo Tribunal Federalista, Edson Fachin.
Participação feminina ficou restrita a aliadas do Planalto
Para além das autoridades masculinas, exclusivamente duas mulheres tiveram espaço de fala: a primeira-dama Janja da Silva e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
A exclusão da ministra das Mulheres do púlpito foi interpretada por críticos uma vez que contraditória em um evento dos quais objetivo proferido era o enfrentamento ao feminicídio.
Justificativa interna e silêncio solene
Questionados sobre a privação de Márcia Lopes, auxiliares do presidente Lula afirmaram que o foco da cerimônia era “conscientizar os homens”, justificativa que não dissipou as críticas nos bastidores.
Até a última atualização, a Secretaria de Prelo da Presidência da República não havia se manifestado oficialmente sobre o incidente.
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