Ex-presidente está recluso desde janeiro e família relata agravamento do quadro físico e emocional
O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro afirmou que o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro vem se agravando de forma contínua desde que ele passou a executar prisão. A enunciação foi feita nesta segunda-feira (2), em publicação nas redes sociais.
Segundo Carlos, Bolsonaro está impedido desde 15 de janeiro, na unidade prisional conhecida porquê Papudinha. Ele relata que recebe informações diárias de pessoas “legalmente autorizadas” a escoltar o pai nos períodos em que não consegue visitá-lo pessoalmente.
Visitas restritas e relato de sonolência crescente
De convénio com a publicação, a família tem autorização para permanecer com o ex-presidente por poucas horas, somente às quartas-feiras e aos sábados. Com base nos relatos recebidos, Carlos afirma que o estado galeno e emocional de Bolsonaro se deteriora progressivamente.
“Seu quadro só piora a cada dia”, escreveu. Em outro trecho, acrescentou que “a sonolência se aprofunda de forma acelerada e visível”. O ex-vereador também afirmou que a situação vivida pelo pai não seria casual: “O que estão fazendo com um varão singelo não é fruto do possibilidade. Há método, há intenção”.
Na sequência, Carlos questiona os limites das ações adotadas contra o ex-presidente. “Até onde pode chegar a malvadeza humana? Até que ponto irão, sem freios morais, sem limites legais, sem qualquer resquício de humanidade?”, escreveu. Ao final do texto, concluiu: “Isso não é justiça, é crueldade deliberada”.
Histórico de saúde fragilizada desde 2018
O estado de saúde de Jair Bolsonaro é considerado quebradiço desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018. O ataque provocou lesões abdominais graves, que resultaram em múltiplas cirurgias ao longo dos anos, além de internações recorrentes por obstruções intestinais e dores persistentes.
Em abril de 2025, Bolsonaro voltou a apresentar fortes dores durante um evento político no interno do Rio Grande do Setentrião. Ele foi inicialmente atendido em Natal e, depois, transferido para Brasília. No dia 13 daquele mês, passou por uma cirurgia que durou muro de 12 horas, considerada a mais longa enfrentada pelo ex-presidente.
Novos procedimentos médicos em 2025
Ainda em 2025, Bolsonaro precisou de novos atendimentos médicos. Entre eles, intervenções para bloqueio do tendão frênico, técnica indicada em casos graves e persistentes de soluços, além de uma cirurgia realizada em dezembro para correção das alças intestinais.
O quadro galeno reunido ao longo dos últimos anos é indigitado por aliados e familiares porquê fator de preocupação diante das atuais condições de custódia do ex-presidente.
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